7 de março de 2017

Dia bom, inspirador...



Hoje foi um dia bom. Daqueles em que só apetece tirar os quilos de roupa de cima (não é que eu seja friorenta) e correr desalmadamente pelo campo fora como se não houvesse amanhã. Ou deitar na relva a observar o azul do céu e a sentir a energia entre o Sol e a mãe Terra. Ficar ali a sentir apenas. A ser.

Mas como não podia fazer uma coisa nem outra, porque o meu pedacinho de verde não dá para tanto, arregacei as mangas, ou melhor, despi-as e aproveitei o dia de sol e calor que fez, para meter mãos (e braços) ao trabalho e começar a pôr em prática as resoluções para este ano (ver aqui). Já não era sem tempo. Já lá vão 65 +1, dos 365 dias que recebemos de oferta na passagem do ano velho para o novo. Há que aproveitar bem os restantes 299. E como eu sou uma mulher de palavra (até mesmo das formuladas só em pensamento), cá estou a realizar as minhas promessas (ou desejos) para este novo ciclo.

Touro (signo) tarda, mas quando começa já não pára. Tem energia para dar e vender. E eu hoje estou assim, imparável a subir e descer escadas, ora com loiças, ora com tecidos ou roupas fora de circulação e revistas. Já tentei ser minimalista, mas comigo não funciona. Em tudo aquilo que outros vêem como imprestável, eu prevejo uma possível obra de arte! :D A lista de espera é enorme, mas com tudo agora concentrado num local só, o tempo vai render mais e a vontade será outra. Estava mesmo a precisar de um espaço meu onde dar vazão à criatividade, em vez de usar o sótão, noutras vezes a sala das roupas, ou a varanda e até, a mesa das refeições.


Haverá cantinho melhor para o efeito e mais inspirador do que a tertúlia?! Penso que não. Cenário que já foi palco de muitas festas e que nada impede de continuar a sê-lo, mas com novos adereços. A casa do fundo com direito a endereço próprio na blogosfera e local de eleição da filha quando voltou às raízes. Filha que logo, logo, terá a sua casa, o seu canto. Não sou pessoa para ficar a sofrer da síndrome do ninho vazio, porque faço por ser positiva e porque os filhos, por muito que os consideremos nossos, em algum momento das suas vidas precisam de ganhar asas. Há que arranjar alternativas e adaptarmo-nos à mudança. É o que farei com a “Casa do Fundo” entretanto mais vazia. Será a oficina da maga todos os dias e às vezes tertúlia em dias de festa, ou nas mornas noites de verão. 


Xi-💜,

da maga                                                                                                     
  


                                                                                                                        Foto via Pinterest

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