16 de outubro de 2017

E porque hoje é o dia Mundial da Alimentação...


O drama do fogo repete-se e perante tamanha calamidade que o país vive novamente, fico sem palavras… Os meus dedos ficam suspensos sobre as teclas enquanto um nó se fixa na garganta e nada sai. Não há palavras, mas as emoções são muitas!...

…Pelo que prefiro escrever sobre coisas boas.

Pão!

Hoje é o dia Mundial da Alimentação e por extensão, também o dia do pão, aquele produto tão nosso, tão bom, tão fácil e ao mesmo tempo tão rico. Alimento de ricos e pobres, que atravessou gerações, ganhou conotação religiosa e lugar na história…
… e ainda foi alvo de um milagre!

- “São rosas senhor, são rosas…” palavras daquela cujo marido há 7 séculos plantou o pinhal, que hoje desapareceu sob o fogo e ao ser interrogada pelo consorte levando no regaço um monte de pães para distribuir pelos pobres.

Pão quentinho, acabado de sair do forno a lenha e com manteiga a derreter (quando não era margarina!), povoa as minhas lembranças… Na aldeia fazia-se o pão para a semana. Dava trabalho, pelo que a fornada dava para uma semana inteira. E se durava! Mesmo duro era uma maravilha e não havia cá bolores que entrassem com ele. Que bom que era o cheiro do pão da minha avó paterna. E o da minha mãe. Mais tarde mudei-me para uma casa que tinha forno à antiga, não um mas dois, e foi a minha vez de transformar farinha, água, sal e fermento, em deliciosos pães. Hoje os fornos já não existem e compro o pão na padaria, com variedades que nunca mais acabam.

Diz o ditado que “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, então que o pão não falte a ninguém, em nenhuma casa, em nenhuma mesa!








Fotos: Pinterest, Couleur, Cacho 
Fotografia "À mesa" do arquivo pessoal (euzinha).

1 de outubro de 2017

Blog com visual novo


Este post poderia sim chamar-se “ como estragar um blogue em 5 minutos”!

E depois foram três horas a consertar (e a descobrir a asneira), mais uma para dar um ar minimamente apresentável, deixando ainda muitos detalhes por rectificar (se conseguir). Isto é o que faz ser adepta do faça você mesmo (que é para não me chamar de forreta). E assim se faz um blogue com os recursos free disponíveis e uma boa dose de aventura.

Às duas horas da manhã de volta de códigos e configurações e é assim a vida de bastidores de uma blogueira. Isto depois de um dia na cozinha em limpezas profundas para lhe dar também a ela, um novo colorido e foi nela que me inspirei para as novas cores do blogue.

O “cabeçalho” está mais a minha cara e ganhou as energias de uma mandala, quanto ao restante, tive de abdicar do ar leve e liso que tinha ao mudar o “template”, mas não se pode ter tudo...

Sugestões? Ajudas para tirar aquelas “caixinhas” na coluna lateral e as molduras das fotos? ;) 


                                                                                     Imagem: Pinterest


22 de setembro de 2017

Adeus Verão!


O tempo já cheira a Outono, ou talvez não! Talvez seja dos meus sentidos que anseiam pela temperatura amena das estações intermédias. Hoje inicia um novo ciclo (gosto de pensar assim) e felizmente que a vida é cíclica, porque assim temos a oportunidade de recomeçar vezes sem conta. Há quem faça mais no Verão, já eu, é quando este termina que ganho energia extra. É quando faço mais planos. É quando o tempo começa a mudar e as cores dos dias suavizam, que procuro pôr em dia o que não foi feito nos dias quentes. E antes que o rigor do Inverno me surpreenda, é ver-me a pegar na paleta das cores e a dar vida a cada recanto. Aproveito para renovar as energias à minha volta e dentro de mim.

A este momento, ao Equinócio do Outono, os Celtas chamavam de Alban Elfed e comemoravam a colheita final dos frutos e grãos, com um festival dedicado aos deuses, Mabon e à sua mãe a deusa das colheitas. A grande mãe Terra.

Sendo as noites iguais aos dias, é uma época de equilíbrio, de paz e tempo de fazer a avaliação de tudo o que se plantou e colheu. É tempo de agradecer.

Muda-se de estação, muda-se de signo. Virgem dá lugar a Balança. Não é à toa que este signo que entra juntamente com o Outono, é considerado o do equilíbrio. É aquele que tem a balança como símbolo, um dos “objectos” da justiça.

Parabéns para todos os Librianos (Balanças)!



                                                                                                 ilustração: Morgan Davidson


14 de setembro de 2017

Tive um irmãozinho!



























O nosso subconsciente é qualquer coisa de extraordinário! Às vezes vivemos com cada filme enquanto dormimos!... Gostava de ter um aparelhómetro para poder gravar o que vai no meu cérebro enquanto o João Pestana ronda por aqui. Umas vezes são verdadeiros filmes de acção. Noutras, uma autêntica comédia. E nesta última noite (ou manhã), foi uma mistura de ambos, com um toque de qualquer coisa que vai para lá da minha compreensão. Ou talvez não…
Fascina-me a capacidade que o subconsciente tem de alterar as informações que mantém guardadas, a seu belo prazer e enviá-las sob a forma de charadas para que as decifremos.
Não resisto em trazer-vos o meu último sonho. Um enigma sob a forma de maternidade.

A história desenrolou-se no interior de um hospital e com mais ou menos peripécias eu e a minha filha mais nova conseguimos chegar ao piso 7, onde a minha mãe estava para observação por não ser ainda o momento de dar à luz. Chegadas lá, fomos encontrá-la sentada com o rebento mais novo ao colo, gorducho e de olhos bem abertos. Reparei que tinha parecenças com o meu falecido pai. Um menino. Fiquei satisfeita, assim a minha mãe passava a ser mãe de dois casais. E como a astrologia não me larga nem nos sonhos, passei parte do tempo a ler uns papéis na tentativa de perceber qual o signo chinês da criança.
Agora que escrevo, sinto-me frustrada por me ter esquecido de qual era o bicho. Deveria tê-lo registado enquanto a memória não me atraiçoou. Sei que se tratava de um animal pequeno, talvez coelho ou galo. O primeiro não existe nos signos, já o segundo, é o bichinho que rege o ano corrente.

O curioso, é que nas últimas 2 ou 3 semanas já é o terceiro sonho com gravidez e recém-nascidos. Primeiro fui eu, grávida. Num segundo sonho tinha uma bebé (minha), aos meus cuidados e agora foi a vez da minha mãe.

Deste sonho retiro várias informações:
- A gravidez em si (da minha mãe que conta a bonita idade de 70 anos).
- Um recém-nascido.
- O número SETE.
- A minha atenção e foco no signo chinês (que durante o dia acabei por esquecer).
- A presença da minha filha mais nova.

Mensagem de fertilidade está excluída. Não é o caso.

Alguém aí, com conhecimentos de interpretação da simbologia dos sonhos que me dê umas luzes? ;)



                                                                                                Fonte de Imagem: Urdu-mag

6 de setembro de 2017

A minha gaiola dourada


Estamos na fase de Lua cheia, hoje, precisamente à hora em que acordei, lá estava ela no seu auge! E esta Lua Cheia mesmo em cima do meu Ascendente trouxe ao de cima algumas reflexões. A Lua é isso mesmo, são as memórias e vivências que vamos carregando na nossa bagagem. Em Peixes ela traz à tona o sonho e é sobre esse sonho que eu hoje escrevo…

Não foi há muito que tivemos um eclipse solar no signo de Leão e sobre o qual até escrevi aqui. No meu mapa natal, para além de se dar na casa VI (a  das rotina e tarefas do dia-a-dia), até que não “tocou” nada significante em Leão (signo onde estava o Sol no momento do eclipse) e nem no seu signo oposto, Aquário. No entanto, a dupla (Sol e Lua) conseguiram tocar a minha Lua através daquilo a que os astrólogos chamam de sextil, um aspecto tido de bonzinho, amigável. E onde está a minha Lua natal? Precisamente na casa IV, que significa as raízes, a bagagem que carrego comigo e literalmente a minha casa. E por quadratura (um aspecto mais tenso), ao regente do meu ascendente.

E não é que umas semanas antes de se dar o eclipse, comecei com uma sensação que nem eu mesma entendia. Era como se sentisse uma vontade inexplicável de me libertar de algo… De começar de novo. Simplificar é o termo mais correcto até, para este meu sentir.

A casa ficou grande demais. Exigente demais. Sufocante para esta minha alma nómada. E eu que adoro a minha casa, o meu lar. O meu cantinho no mundo, que construí de raiz com tanto amor e dedicação. Aqui está tanto de mim. Esta casa sou eu e de repente tornou-se na minha gaiola dourada. 
Não perdeu o encanto, mas tornou-se demais. E dei por mim a ver terrenos, a dar primazia à vista. Ao espaço envolvente. Poder ver um nascer do sol da janela, ou o pôr-do-sol sentada à porta da casa. Ter a natureza paredes meias, mas sem perder de vista a civilização. Poder viver mais lá fora e menos cá dentro. 

Dei por mim a falar ao telefone com o senhor de uma imobiliária e a dizer-lhe que desejo uma casa pequenina. Ele riu-se e respondeu:

-“ Tem graça, é que toda a gente quer o contrário, cada vez maior!”

Pois, então eu estou virada do avesso, só pode!

Quero a minha casinha pequenina, com muitas janelas e portas abertas para a rua, para ver e viver o mundo lá fora.

A tensão que o eclipse causou (e ainda está a causar) no planeta regente do meu ascendente na casa III (que significa o ambiente à nossa volta, entre outras coisas) está a empurrar-me literalmente para fora da minha casa e de mim mesma.

Só por curiosidade… Há 18 anos, em 1999, precisamente quando se deu um eclipse no signo de Leão, no mês de Agosto andávamos nós a empacotar tudo e a deitar abaixo a casa que anteriormente ocupava este sítio. A casa velhinha para onde viemos morar com a nossa filha bebé, há 29 anos, também em Agosto.

Eu sou de signo Touro. Mudança? Isso é com calma!
E vem um eclipse que eu até desvalorizei, para mexer com as minhas estruturas internas no sentido de me obrigar à mudança…

🌞🌛



                                                                                                          Imagem ilustrativa: Pinterest

31 de agosto de 2017

Danças com alma...


Deve ser esta minha costela espanhola, ou a alma cigana, que fazem o meu coração vibrar ao som das músicas e das batidas dos tacões, durante as danças do país nosso irmão. Tanto as sevilhanas como o flamenco são muito ricos nas cores e nos movimentos. O segundo é mais teatral. Cada dança conta-nos uma história e todo aquele “namoro” entre os bailarinos é muito mais do que uns passos de dança e leva-nos para o mundo das emoções e das relações. Arte pura.

Este testemunho (ou post), dedico-o à Ana, um bonito ser, a quem o flamenco corre nas veias e a quem tive o prazer de conhecer quando passei pela Vida Clinic para tratar uma crise de coluna. Sou grata a todos eles, não só pelas dores que lá deixei e não trouxe comigo, como pela “injecção” de esperança que me deram… 




















Olé!!

23 de agosto de 2017

Passeio de Domingo - parte II


Domingo enchemos os olhos de beleza, energizámos o corpo e voltámos de alma lavada. Primeiro com o passeio no passadiço de madeira de S. Martinho do Porto e de tarde, nas águas e areal da Foz-do-Arelho. É disto que a felicidade é feita, de momentos, de gargalhadas e de afectos partilhados.

O único senão, o estacionamento mais que esgotado. Meio mundo lembrou-se de rumar à costa naquele dia. Assim, pela dificuldade em arranjar um pedaço de chão onde arrumar a carrinha, deu para conhecer um pouco da outra ponta da lagoa, uma zona mais destinada às canoas e pescadores. A paz face ao caos. Quando finalmente chegámos ao areal, já os outros elementos da família tinham as toalhas estendidas e os chapéus-de-sol espetados e a convidar ao relaxe. Eu não sou muito dada aos banhos de sol, ao invés disso, prefiro caminhar e sentir os pés a enterrar na areia, ou na água fria. Apanhar conchas e surpreender-me com a beleza multicor das pedrinhas que a natureza espalhou por ali.

Houve até tempo para partidas de futebol e nem umas canelas esfoladas roubaram os sorridos aos jogadores, com a claque atenta e a fotógrafa (euzinha) a dar o seu melhor!