7 de junho de 2015

A Cinderela foi ao baile

A Cinderela foi convidada para ir ao baile do príncipe e para tal, quase à última da hora, mandou vir um modelito de um daqueles sites de vendas online. Um vestido de renda, simples mas bonito e elegante e que assentava que nem uma luva na modelo do catálogo. Chegou um pouco depois da data prevista mas chegou. Pelo menos isso! Mas à Cinderela ia dando uma coisinha má quando abriu a encomenda e lá de dentro saiu algo parecido com uma combinação, completamente transparente e sem graça. Tinha pedido um S e a julgar pelo tamanho, (porque etiqueta nem vê-la!), devia ser um daqueles modelos tamanho único. Que pena não a ter fotografado vestida, no “antes” da transformação, que assim poupava na descrição e ficava para memória futura! Dentro dele, parecia uma criança quando veste um dos vestidos da mãe. Largo, sem forma.


E lá veio a fada-mãe em seu auxílio, que mesmo com o tempo contado de apenas dois dias e uma tendinite no braço direito e não sendo uma costureira exímia se propôs fazer um milagre. Sim, porque era mesmo disso que se tratava, de um milagre mas sem varinha de condão. 



Dei corda à tesoura e às agulhas, dissequei peça por peça o dito cujo. Compramos uns tecidos. Um bege mais escuro para substituir o forro original e assim dar cor à renda de modo a ficar a combinar com os sapatos e um outro no tom da renda e vaporoso. A partir dali, foi confiar na sorte e na nossa imaginação. Mas sempre com o factor tempo a puxar-nos as orelhas. Vá lá que ainda consegui mais umas horitas de bónus, o que ajudou a que pudesse respirar um pouco de alívio, mas já na recta final.


Em tempos, cheguei a fazer uns vestidos para uso próprio, mas sempre recorrendo a moldes, porque cortar a "olho", sempre me fez sentir como se estivesse a andar no arame, mas sem rede para amparar a queda. Nisso, a minha filha mais nova e a minha irmã são muito parecidas, conseguem sempre fazer-me sair da minha zona de conforto, e a meio da viagem já me estou a arrepender de ter embarcado nas aventuras delas. Aventuras mas de alta-costura e comigo a ficar com a batata quente toda só para mim! Acho que elas confiam demais nos meus dotes estilísticos e de modista. Mas modas à parte, lá me vou desenrascando, nem sempre com o produto final exactamente como idealizado, mas pelo menos, usável e de não fazer passar vergonhas. Foi o caso do vestido de noiva do segundo casamento. Meteu-se-lhe na cabeça que tinha que ser eu a fazê-lo e não descansou enquanto não me convenceu. E lá está, esse foi mesmo um salto sem rede! Muito "suei" de volta daqueles metros de tecido e à última da hora ainda estávamos a afinar uns pormenores. Foram casar à praia, numa cerimónia simples e familiar e o vestido combinou bem com o momento, mas mesmo que assim não fosse, foi especial, foi feito pela mana mais velha.



O vestido podia ser grande em largura, mas pecava por falta de comprimento e ao transformá-lo numa peça justa, subia ainda mais. Aquilo que idealizámos ao comprar os tecidos, e que era para ser uma cauda, ou uma segunda saia até aos pés, leve e esvoaçante, acabou por ficar reduzida a uma faixa na parte de baixo da saia e a um cinto.

Calores e stresses à parte, chegou a hora da Cinderela descer e já com o Coche lá fora à espera, não houve muito tempo para grandes fotos, pelo que foi sem flash mesmo!



Moral da história: por vezes as aparências enganam e nem tudo o que se vê na internet é o que parece!

Mas digam lá se os meus meninos não estavam lindos?! Aliás, seja lá com que trapinhos, eles são sempre lindos! :D

E lá foram eles, que nem estrelas de Hollywood em noite de óscares! ;)
(Um baile de finalistas é sempre uma ocasião importante, um momento histórico, na vida dos jovens!) :)

1 de junho de 2015

E porque hoje é o dia da criança!




Hoje ao ler sobre uma reportagem de rua, em o mote era: “ Qual a melhor memória da sua infância?”, comecei logo a pensar e se fosse eu a abordada, que memórias teria para contar?! Lembranças muitas, umas boas e outras nem tanto, mas felizmente sobrepõe-se as melhores.

Hoje, olho para trás e recordo com imenso carinho tudo pelo que passamos e até mesmo nas adversidades éramos felizes!

Para homenagear a criança que fui e a família que me foi destinada ter nesta vida, partilho aqui no cantinho uma das muitas memórias, o tempo da tv a preto e branco!

A electricidade só chegou lá à quinta em vésperas dos meus quinze anos, pelo que tv, só ligada à bateria do carro. Aos Domingos à tarde, muitas vezes, o meu pai levava o aparelho lá para fora e ligava-o directamente aos bornos da bateria da camioneta (assim era mais prático), e era ver-nos, uma família feliz, debaixo da árvore grande nas traseiras da casa, que nem em sala de cinema! E não era ecrã plasma de certeza e sim daquelas televisões pequenas e com uma enorme caixa para trás. Podia ser a preto e branco, mas passava os melhores filmes de sempre, pelo menos na minha memória!


Imagem daqui

Sarmale

Prato romeno, de arroz e carne picada envoltos em folhas de repolho.

Os restantes ingredientes, são, uma boa dose de boa disposição, amizade e confraternização.
E venham mais momentos Sarmale!!