23 de agosto de 2016

Óbidos

Definitivamente, devo ter mesmo vivido numa outra vida nesta bonita vila. Sábado passado, depois de uma decepcionante chegada à praia, com muito vento e mar agitado, fizemos um desvio nos planos e rumamos em direcção a Óbidos. Para mim, Óbidos é sempre uma boa alternativa, nem que seja para dar uma volta na rua principal e absorver as suas energias. A minha alma agradece e eu venho de lá renovada. Contento-me com tão pouco! J

Quando digo que vivia ali de boa vontade, não é capricho. É um sentimento de alma. É a escolha da minha alma. É que nunca senti isto noutro lugar. Vá lá, em Cannes também me vi a viver lá, mas não é a mesma coisa. Aquela vila medieval portuguesa é o meu lugar de eleição. Talvez conserve ainda memórias de outras épocas nas paredes brancas e as pedras das ruas estejam ainda impregnadas das energias das pessoas que ao longo de séculos e séculos as foram pisando.

Sempre que lá vou, seja em que estação do ano for, haja ou não actividades, a sensação é sempre a mesma, de paz e tranquilidade. É uma vila com memórias, mas também com vida. O passado e presente unem-se para criar uma energia única e muito acima do mundano. Ali, há qualquer coisa de surreal que traz ao de cima o meu lado mais excêntrico. Imagino-me a percorrer as ruas, ou a olhar do alto de uma das suas janelas, vestida com traje celta e flores na cabeça... 
Deve ser um óptimo lugar para fazer meditação!







15 de agosto de 2016

Até que o amor me mate

“…A barba cor de fogo e o estilo peralta e galante prenderam-me a atenção. Marquei-o mas, simulando recato, baixei os olhos. Ainda que, por uso, um mero vislumbre de olhos meus seja flecha no alvo, não cuidava que um desvio de olhar fosse também dar armas de vantagem ao amor.”…

Ai Camões, Camões, com que então punhas o mulherio todo doido com a tua presença! J

Em 1500 ou 2016, as artes da conquista não diferem muito!...

Por um acaso, e depois de um bom tempo sem ler livros em formato impresso, este foi o livro que hoje, a minha filha me emprestou para ler fora de casa enquanto acompanho o marido em trabalho…Ainda vou no início da leitura, mas esta promete. Ao longo das muitas páginas, conto desvendar alguns dos muitos amores do poeta, pela mão da muito conhecida Maria João Lopo de Carvalho.

Por coincidência (acredito mais em sinais do universo), o tema do casamento de hoje é a literatura. Tenho muita leitura para pôr em dia, ai tenho!           

Desejo sinceramente, que os noivinhos de hoje continuem a morrer de amores um pelo outro pela vida fora!...                    
De um bom gosto e elegância são eles, a ter em conta a decoração escolhida para o salão de festas!


10 de agosto de 2016

"Je suis Ilha da Madeira"




Em cada verão o fogo leva consigo parte das nossas florestas, mas no ano presente tem sido demais. De norte a sul os focos de incêndio sucedem-se, espalham-se, atemorizam. No entanto, há uma situação que me deixa particularmente triste. O que estão a fazer à nossa bonita ilha da Madeira?! Quem, em seu pleno juízo, intenta desta forma contra a natureza sabendo que esta tem imensa força e logo a situação pode ficar descontrolada?! É por demais evidente que com tantos focos ateados aqui e ali, e com início em terreno descampado, ou em casas inabitadas, só pode ter mão humana. Depois, o próprio fogo, que é mais leve que o vento, encarrega-se de fazer o resto e de espalhar o caos. 

Hoje, “Je suis Ilha da Madeira”. Penso que todos o somos, hoje, ontem e enquanto durar esta calamidade o nosso pensamento está com as gentes daquela terra. 

Diz-se que quem “brinca com o Fogo queima-se”. Não desejo isso a ninguém e nem sequer a quem deliberadamente incendeia o alheio, seja privado ou público, mas que seja punido de forma exemplar!

Segundo informação dos meios de comunicação, o incêndio teve início às 15h30 de Segunda-feira, pelo que abri um mapa astrológico com essa hora e com as coordenadas do Funchal. O signo que estava no ascendente no momento, Escorpião, era o mesmo da casa XII (as forças ocultas, o inimigo). O planeta regente, Marte, encontrava-se na casa I (a situação), que para além de ser um planeta de fogo (incendiário), esteve grande parte do tempo lá, no terreno e visível. (dizem que há um suspeito). Com a casa V do mapa a entrar também ao barulho, acredito que lhe deve ter dado algum prazer… Para o incendiário, poderá até ter sido uma manobra de diversão, no entanto, a presença do planeta Saturno leva-me a crer que não o fez sozinho. Ou pelo menos teve um apoio de retaguarda… Curiosamente, a Parte da Fortuna (que só o próprio nome já leva a pensar em dinheiro, ou ganhos de alguma espécie), está na casa da qual Saturno é regente…. (que alguém iria lucrar com a desgraça alheia, não me espanta nada…)

Isto é apenas a minha visão astrológica da situação e vale o que vale…


Em alguns destes locais (ou próximo), o fogo passou por aqui, mas é a vida que prefiro lembrar e dar-vos a conhecer (ou rever) e que desejo de coração, volte à normalidade e recupere rápido!