27 de abril de 2017

Ainda no reino das cidades encantadas...





Desta vez foi Glastonbury a cidade escolhida para as nossas aventuras e descobertas, mas às três mosqueteiras juntaram-se também o jovem d'Artagnan e Milady. Aqui o passeio foi mais ao estilo inglês, com aguaceiros e a fugir da chuva por falta de guarda-chuvas. Partimos cedo de Bristol, de autocarro, e pelo caminho (mais uma vez) fiquei encantada com o verde tão verde dos campos. As árvores a lembrar cenários de mistério, as encantadoras casas com paredes de tijolo e toda uma atmosfera que me faz sempre sentir como personagem de um conto de fadas, ou uma deusa das lendas arturianas. Talvez a fada Morgana, deusa Tríplice ou feiticeira benigna ou então a Dama do Lago, sacerdotisa na ilha de Avalon. 

Glastonbury é uma pequena cidade a 50 km para sul de Bristol e muito conhecida pelas suas lendas e mitos e um festival de música que se realiza anualmente ali perto. Tem um ambiente muito esotérico. As ruas, as lojas, tudo apela ao nosso sexto sentido e ao mesmo tempo, é muito Zen. Senti-me muito bem. Lá senti-me em casa. Do nosso grupo ainda houve quem saísse de lá de cabeça cheia com as “visões” de uma médium…Para quem pretender esse tipo de consultas ou comprar material esotérico, ali é o local certo.

Esqueci-me foi de fotografar as enormes batatas recheadas que nos aqueceram o estômago na hora do almoço. 😃


Enquanto eu e a minha filha passávamos a pente fino todos os berloques, bugigangas e pedrinhas coloridas no interior de uma das lojas, nas traseiras o meu sobrinho deliciava-se com o espaço destinado aos mais pequenos. 


24 de abril de 2017

Bath - a cidade encantada


Dizem alguns entendidos que o mês anterior ao aniversário é o nosso inferno astral. É aquela fase em que o Sol percorre o signo antes do nosso, até atingir o grau onde estava no dia em que nascemos. É uma espécie de 12ª casa. Daqui a menos de duas semanas faço anos, mas sem dramas e sem casas doze. E foi num momento de introspecção sobre o assunto, que passei em revista o meu último aniversário e o mês anterior a ele. Devo ter aberto a porta errada (felizmente), porque em vez de inferno dei com o paraíso. Foi um mês intenso, o mês de Abril. Viajei de avião para dois destinos diferentes, só com o tempo suficiente para trocar as roupas de inverno pelas de verão, entre elas. Revisitei locais e pessoas queridas. Conheci outros locais novos. Diverti-me imenso, mesmo estando com algumas limitações físicas, na época. Fiz alguns disparates. Senti-me leve.

E conheci uma cidade encantada. Bath, em Inglaterra. Foi um dia memorável com a minha filha e a minha mãe. Três gerações. Três mulheres prontas para a brincadeira e para aproveitar as boas energias que pairam por ali. Fomos encontrar um dia de verão português (ou quase). Mas mesmo assim, de inferno nada. Só uma cidade saída dos contos de fadas. 


17 de abril de 2017

Num Domingo de Páscoa...



Um brinde à paz mundial, ao amor incondicional, à boa disposição e à cave do meu irmão Zé! ;)

Ontem, mesmo à maneira da Lua juntinha a Saturno no signo de Sagitário, finalizamos o encontro familiar, em amena cavaqueira, à volta do garrafão de abafado e a admirar a bela colecção de antiguidades. A Lua com Saturno sempre dão um ar mais frio, representada na nossa reunião pela nascente de água quase à superfície, que se esconde num pequeno poço ali mesmo num canto e refresca o ar onde se respira histórias de décadas de vinhos, que descansam abaixo da superfície da terra. Saturno é a idade e o conhecimento, a cave e o pó que envolve tal tesouro escondido. São as vozes em tom baixo para não acordar o génio da lâmpada adormecido num canto qualquer, ou para não turvar a borra que algumas garrafas já adquiriram o direito de ter. Mesmo assim, Sagitário é palco com clima de festa e os risos que se entrelaçam. É a força do afecto sem condições, que nos une. É Domingo de Páscoa! 



15 de abril de 2017

Os Dias e Horas Planetárias







Cada dia da semana está consagrado a um planeta, tanto é que em algumas línguas alguns dias têm mesmo o nome parecido ao dos planetas. Deixo aqui só 2 ou 3 exemplos:

(Espanhol)                                          ( Francês)
Lunes  (2º feira) = Lua                           Lundi
Martes (3ª feira) = Marte                       Mardi
Miércoles (4ª feira) = Mercúrio              Mercredi


Cada dia tem sempre dois regentes (planetas).
Um Diurno e outro Nocturno.

Os dias em Astrologia não começam às zero horas, mas sim ao nascer do Sol e terminam quando o Sol se põe.

Regentes Diurnos
Domingo - Sol
2º Feira   - Lua
3ª Feira   - Marte
4ª Feira   - Mercúrio
5ª Feira   - Júpiter
6ª Feira   - Vénus
Sábado   - Saturno

Para uma pessoa que tenha nascido num Domingo depois do sol nascer e antes de ele se pôr, nasceu no dia do Sol. Se nasceu numa 2ª, então é a Lua e por aí fora...


Regentes Nocturnos
Domingo  - Júpiter
2ª Feira   - Vénus
3ª Feira   - Saturno
4ª Feira   - Sol
5ª Feira   - Lua
6ª Feira   - Marte
Sábado   - Mercúrio

Se nasceu na mesma ao Domingo, mas depois do Sol passar a linha do horizonte e deixar de se ver (ou seja, no Domingo à noite) então o planeta já não é o Sol mas sim Júpiter.

Nos mapas astrológicos isto é fácil de se ver. Se o Sol está na parte inferior do mapa (abaixo da linha Asc/Desc.), então o regente é nocturno. E como é óbvio, se estiver acima da linha, é diurno.

As horas também têm os seus planetas mas como precisaria de dar uma explicação mais exaustiva, ficará para uma próxima. No entanto, o funcionamento é idêntico, sendo aqui necessário calcular o tempo de duração de cada hora (planetária) dentro das 24 horas (do relógio), porque os dias/noites não têm todos a mesma duração ao longo do ano.

Esta atribuição planetária pode ser usada para tudo, mas é particularmente útil em astrologia electiva, para ajudar a encontrar o momento favorável a determinados eventos. 


10 de abril de 2017

Mini-horta de ervas aromáticas

Desta vez as pinturas tiveram como alvo uma banheira antiga em esmalte. Queria uma cor num tom específico, mas na hora de comprar, os catálogos deixaram-me à nora. Nada se assemelhava, (ou a escolha era muita!), e depois de muitas voltas e reviravoltas às folhas de papel, veio este esmalte aquoso num azul esverdeado, ou verde-azulado, num tom claro mas vibrante. Vá lá, a escolha agradou a todos cá em casa. Não é fácil, em seis pessoas com gostos por vezes tão diferentes, todos reagirem com um efusivo “Uau”, ao resultado final! (eu, a obreira, incluída)😃



Como não há um depois sem o antes…

Aqui está ela ainda toda branquinha (e suja!). E o entretanto…

E depois veio a tarefa de arranjar umas pequenas placas para indicar os nomes das ervas. Mais uma vez, é made by maga. Ainda ficou no ar a hipótese da florista me arranjar umas iguais às que ela usa para pôr os preços, em madeira e com centro a imitar ardósia. Bem giras, a meu ver. Mas, durante o fim-de-semana, ao olhar para o interior da gaveta dos talheres, surgiu-me uma ideia…





Agora é esperar que cresçam!  :)