A aproveitar o feriado,
antes que no-lo tirem outra vez!...
maio 26, 2016
maio 18, 2016
O sabor da felicidade
A felicidade tem sabor de crepe com gelado, chantilly e morangos, com pozinhos de canela e batido de morango a acompanhar, em cima da minha mesa de trabalho. Tem sabor de lanche surpresa preparado pela filhota. Há lá coisa melhor do que ser mimada por aqueles que amamos!? A felicidade é tão-somente isto. Momentos únicos feitos com coisas simples.
maio 16, 2016
Physalis
A mãe natureza é
maravilhosa! Esta bolinha amarela, linda e saborosa, é fruto do meu pedacinho
de verde. Até ao ano passado desconhecia o que eram aquelas “coisas” de
aparência seca e sem graça, que via à venda na prateleira das frutas no
hipermercado. Um dia prestei mais atenção e reparei que dentro do invólucro de
casca seca e fina, tinha uns frutos pequeninos e como sou muito curiosa e adoro
fruta e experimentar sabores e consistências novas, trouxe uma cuvete comigo.
Comemos os frutos, está claro, mas deixei um de parte que abri ao meio e
coloquei a secar. As sementinhas, já
seco o fruto, coloquei-as na terra de um vaso que havia na varanda com um pé de
pimpinela.
Bem, este physalis (ou fisális)
tem história, porque quase que era comido pelas nossas galinhas. O marido
pensando que as “ervinhas” que nasceram no vaso fossem mesmo ervas daninhas,
arrancou-as e deu-as às nossas Marias comilonas (sim, aqui todos os animais têm
nome!). Por sorte, vi a tempo e ainda consegui salvar algumas, que
transplantei. Hoje, verifico maravilhada, o quanto uma das plantas cresceu e se
tornou forte, ocupando já grande parte do canteiro destinado à horta e como tem
dado frutos ao longo de todo o ano.
Pelo que andei a ler por
aí, trata-se de um fruto muito completo, porque além de ser muito rico em
vitaminas A e C, ainda possui aminoácidos e sais minerais, tendo propriedades
anti-inflamatórias, anti-oxidantes e que ajuda no combate à diabetes, ao
reumatismo, cálculos renais, e muitos outras situações clínicas. E o melhor, é
que podem ser comidos de variadíssimas formas, tanto frescos como secos, ao
natural, em sumos, juntando a sobremesas ou como acompanhamento… Sinceramente,
ainda não experimentei nada disso, porque à medida que vão amadurecendo são
logo comidos. Que têm um aspecto muito “fino”, lá isso têm e devem ficar bem a
decorar bolos!
maio 13, 2016
As experiências de uma ex-peregrina
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Há muitos
anos também eu fiz parte dos muitos peregrinos que perto do 13 de Maio caminham
com destino a Fátima. Por quatro anos, nem sempre seguidos, vivi a experiência
da peregrinação ao santuário. Três deles, porque ia acompanhar familiares, ou
apenas, porque sim.
Ainda
adolescentes, eu e a minha irmã, fomos acompanhar a nossa mãe que queria ir
pagar uma promessa, ou agradecer à santa, não sei… Saímos de casa de madrugada
e seguimos o percurso habitual de quem vai destes lados. A menos de meio
caminho tivemos uma baixa. A minha mãe! Podíamos ter desistido, mas não. O
espírito da coisa e o “sangue na guelra” da juventude (como dizia o meu pai),
têm muita força. Continuamos as duas ora sozinhas, ora juntando-nos a outros
caminhantes. Os nossos pais seguiram-nos na carrinha com os mantimentos e os
colchões onde por algumas horas descansámos os corpos doridos, numas
instalações cedidas para o efeito, algures lá pelo meio. No segundo dia, ainda
de noite, voltámos à estrada e acabámos por encontrar um grupo já acostumado
àquelas andanças, que nos guiou por atalhos e na escuridão, em que não se via
nem um palmo à frente do nariz. Valeu pela experiência. No ano seguinte elas
repetiram, sem mim, mas acompanhadas de um grupo de amigos. Correu bem e a
minha mãe conseguiu concluir o que a impelia a ir a Fátima a pé.
Nas outras
minhas duas aventuras como peregrina e que foram as últimas, numa delas,
acompanhei pela segunda vez aquele que já era meu marido. Jurei para nunca
mais. Fizemos diferente, saímos de casa ainda a noite era uma criança e com
isso e com o muito frio que fazia sentimos necessidade de nos abrigar na
soleira de uma porta onde sentados e tendo apenas o calor um do outro como
conforto, adormecemos. Não se via viva ‘alma naquela terra e o silêncio era
absoluto, mas mesmo assim e para não sermos surpreendidos ali, voltámos ao
caminho. Lá mais à frente, sonolentos e gelados, procurámos abrigo numa paragem
de autocarro, onde dormitámos por algum tempo, enrolados um no outro. Mas até
aqui tudo bem e os quilómetros que fizemos a seguir também, até certo
ponto…Diria mais, depois de despertos não havia quem nos apanhasse! Andámos
sempre de seguida sem paragens e a passo rápido. O pior foi quando eu me vi a
ficar com as pernas presas e se parava um pouco, ficava ainda com mais
dificuldade em recomeçar. Pela hora do almoço os meus pais foram ao nosso
encontro e fizemos um picnic na berma da estrada, onde recuperámos forças e eu
apanhei boleia. O marido seguiu sozinho. Grande homem, que percorreu os últimos
trinta e tal ou quarenta quilómetros a correr! Por algum tempo chegou a ter um
companheiro de corrida, mas que não lhe aguentou a pedalada. E nós, no carro,
íamos fazendo paragens e seguindo-o até ao destino. Foi a minha última
peregrinação!
Numa vez
anterior, e depois de uma má experiência, fui eu e a minha irmã. As duas
sozinhas, mas prevenidas com fruta açucarada e sapatilhas bem folgadas e
usadas. Fizemos o percurso em dois dias e pelo meio uma paragem para ir a casa
descansar e prepararmo-nos para o dia seguinte. Alguém foi buscar-nos e levar
de novo ao ponto em que ficámos na véspera. Correu tudo muito bem e sem bolhas.
Fomos pelo espírito de aventura. Valeu o que valeu!
Propositadamente,
deixei para o fim a experiência mais dolorosa de todas, a minha segunda ida a
Fátima a pé e a única em que fui por uma promessa. Penso que foi tão difícil a
peregrinação, como o foi o acontecimento que lhe deu origem. Disse alguém pelo
caminho e já a poucos quilómetros do final, que é tão mais custosa a paga
quanto maior for a bênção que obtivemos! Talvez o seja! Cometi a asneira de
levar umas sapatilhas a estrear que me fizeram os pés numa bolha só, de ponta a
ponta e no dia seguinte fiquei de cama com febre. Dessa vez partimos de
madrugada e à hora do almoço estávamos a quatro quilómetros do santuário. Nunca
aqueles últimos 4 km me pareceram tão longos. Levámos horas para os percorrer,
mas não desisti, mesmo tendo quase perdido os sentidos algures ali à beira da
estrada. Fui socorrida por um grupo de peregrinos vindos de Lisboa, no qual ia
Frei Hermano da Câmara. A minha persistência taurina, alimentada pela fé e pela
lembrança recente de um dos episódios mais difíceis da minha vida, não me
permitiam desistir. Hoje, quando olho para trás e revejo aquele momento, sinto
uma ternura imensa por aquele jovem casalito, que debaixo de chuva e abrigados
no mesmo guarda-chuva, ele aparando-a e ela com as lágrimas a correrem pelo
rosto, pisaram finalmente o chão de destino. Deles emanava um sentimento muito
forte de amor, o mesmo amor que os levou até ali!
Hoje, não
arriscaria tanto e nem me submeteria a tal sofrimento. Eu mudei e os meus
valores de referência também já não são os mesmos. A Fé continua a existir, mas
foi-se deslocando noutros sentidos. No entanto, não deixo de sentir um enorme
respeito por todos os peregrinos, porque também já estive no lugar deles e sei
o que os move.
Imagem daqui
maio 12, 2016
Rx astrológico
Um mapa natal astrológico é
como fazer um RX. Quem souber decifrá-los consegue ficar a saber muita coisa
que não é visível aos olhos. Portanto, aqui vai o meu “RX” astrológico para
quem souber alguma coisa de astrologia e tiver curiosidade em saber de que
fibra é feita a maga que vos escreve.
Tal como em casa de
ferreiro espeto de pau, também aqui, os mapas da casa são os menos vistos
habitualmente J. Hoje, por curiosidade,
fui ver como andava o meu Retorno Solar anterior no que diz respeito à Casa, (ou
área) das grandes viagens. É que, até
nem viajo muito para o exterior (com muita pena minha), no entanto, no mês que
antecedeu o meu aniversário fiz duas viagens seguidas, só com o tempo para
desfazer a mala e trocar de roupa, entre elas. Primeiro, até terras de sua
Majestade, a Rainha Isabel II e de seguida para aquela que é tida como a pérola
do Oceano e que por enquanto ainda faz parte do nosso território, a Ilha da
Madeira.
Passando à análise dos
mapas, sendo o primeiro o do momento do meu nascimento, e o segundo aquele que
mostra os acontecimentos numa faixa de tempo que vai de um aniversário ao
outro, chamado de Retorno Solar, ou Revolução Solar.
O que poderia indicar
viagens neste mapa de RS?
A casa IX tem na cúspide o
signo de Sagitário e é representada pelo planeta Júpiter em Leão na casa IV.
Para começar, a casa IV é angular o que dá uma maior expressão ao planeta.
Desta forma ele encontra-se mais forte e “age” mais. Em Leão está benzinho o
que também ajuda a que, apesar de alguns imprevistos, fossem uns dias bem
passados.
O regente da casa IX
(viagens) do meu mapa natal, Marte, nesse ano foi cair na casa I (eu). É
verdade que está já lá no final da casa, mas as viagens ocorreram precisamente
no final do ano representado por este mapa de RS. As viagens vieram até mim
literalmente. É que em ambos os casos, convidaram-me a fazê-las e até me
pagaram a passagem de avião. Inicialmente fiquei indecisa e a ponderar se
aceitava ou não, devido a uns problemazitos de saúde que poderiam ser entrave.
Lá está, Júpiter não só rege a casa IX como também a VIII (dinheiro dos
outros). Voltando a Marte, em Touro está fraquito pois está, mas quem disse que
foi tudo um mar de rosas?! Além de algumas correrias na 1ª viagem, ainda me meti
numas alhadas muito labirínticas, a que no momento não achei graça nenhuma, mas
isso é história para outro post!
Vénus, como sendo EU, aqui
não faz aspecto ao planeta regente da casa IX, mas faz oposição à cúspide da
casa. É relevante para o caso, embora represente aqui, algum atrito, ou
dificuldade em aceitar as propostas, que foi o caso. A coisa deu-se, mas depois
de algumas negociações árduas e muito pensar.
A Lua como significador
natural, aqui não é relevante. Já Mercúrio, está forte em Gémeos e rege a casa
III, deslocações, onde se encontra o regente Vénus que me representa. Eu a
andar muito de um lado para o outro (só não diz onde!) ahahah.
Por último, também posso
considerar o Sol, porque é tido como um significador acidental e aqui está na
casa I e em Touro, a ajudar também à festa.
Em amena cavaqueira com a
Rainha... ;)
A testar a resistência dos
meus ténis nos calhaus da Madeira... :)
E com uma enorme vontade de
testar também a temperatura da água, mas com todos os factores contra mim! :D
maio 08, 2016
Júpiter directo
![]() |
Imagem: Google |
Finalmente o planeta
Júpiter deixou de “andar para trás” e agora, por dois dias ficará parado e a
preparar-se para inverter a marcha. Que não me leiam os astrónomos, porque
iriam cair-me em cima com esta explicação. Diriam eles, que os planetas não
andam para trás, nem param o seu movimento, e estão certos. No entanto,
astrologicamente, é caso para se dizer que somos nós o centro de tudo e tudo
gira em torno de nós. É por tudo isto que se tem em conta o local onde se
encontra a pessoa (ou se encontrava quando nasceu), quando se faz o mapa natal.
Os planetas vistos da Terra têm um movimento diferente daquele visto de outro
ponto qualquer do universo. Chama-se a isto, o movimento aparente dos planetas,
e é esse movimento que tem interesse em Astrologia.
Júpiter está fraco no signo
de Virgem. Sendo ele o planeta das grandezas e estando num signo tão de
pormenores, já podem imaginar no que dá. De tão picuinhas se torna chato! Agora
imaginem-no picuinhas, detalhista, enquanto anda para trás, sem ver o caminho.
É bem capaz de dar asneira! É como diz o ditado, “tantos burros toca que algum
há-de ficar para trás!”.
Enquanto ele está no signo
de Virgem é preciso estar atentos ao equilíbrio, para não se cair em excessos, ou
ir aos extremos, mas com ele em movimento directo (ou a andar para a frente)
sempre é menos uma preocupação. Podemos tirar partido do melhor do signo e do
planeta, desde que mantendo Júpiter sob rédea curta. Virgem é um signo terreno,
prático, dado à organização, às limpezas e às curas. Vamos aproveitar os
próximos tempos para fazer uma boa limpeza no ambiente à nossa volta e para
tratar do corpo, mas cuidado para não se entrar em paranóia. Há uma linha muito
ténue a separar o “bem feito” da “mania da perfeição”. É que a perfeição é algo
quase inalcançável e que pode ser muito cansativo e mau para a saúde. Ninguém é
perfeito, isso não existe, mas também não é o fim do mundo. Use mais do
optimismo de Júpiter e não se esqueça que é do caos que muitas vezes nascem as
mais belas obras!
maio 05, 2016
Aniversário
Há muitos, muitos anos
atrás, numa noite quente de trovoada…
E é assim
que começa a história desta que vos escreve e que, por efeito talvez, dos
primeiros ares que respirou, hoje é um pouco para a maga ou para a bruxinha. J
Dada
à contemplação dos planetas, muitas vezes tão somente através do ecrã do
computador, traça destinos que já estão destinados. Lê o futuro na linha das
cartas, enquanto faz desejos de que toda a humanidade seja feliz!
Diz a aura que é uma alma antiga,
já bruxinha noutros tempos e povos, com conhecimentos capaz de fazer tanto bem
aos outros, como mal a si própria. Coisas a resolver nesta vida diz a minha
querida Rita e digo eu. Mais meio século e chego lá! ;)
Por este andar não há bolo
que chegue para tantas velas e hoje comemorei mais uma Primavera, estação de
que tanto gosto, mas que por timidez ou por tantos planetas retrógrados,
decidiu ausentar-se. Tenho a sorte de ter nascido no início de Maio, pelo que
de vez em quando sou presenteada com um dia da mãe em simultâneo. Desta vez
calhou-me o dia da Ascensão, sem espiga, mas que espero seja um bom prenúncio de
ascensão a vários níveis, inclusive profissional.
Como não podia deixar de
ser, com o planeta das letras em movimento retrógrado, ando a escrever este
texto quase desde a hora do almoço para só conseguir terminá-lo já perto da
meia-noite e com umas belas surpresas pelo meio. Não sei como ainda me
surpreendo, com a família que tenho já devia saber que não iam deixar passar o
meu dia em branco… J
maio 03, 2016
O milagre das rosas
Acredito que nada acontece
por acaso e que as energias do universo são muito poderosas. Tem alturas que
parece que tudo conspira a nosso favor e foi isso que aconteceu com a aquisição
das benditas rosas para o bolo de aniversário. Se rosas brancas nem sempre são
fáceis de encontrar, abertas ainda menos, tendo em conta que não houve uma
encomenda prévia e a compra foi feita no próprio dia, momentos antes da
confecção e decoração do bolo. A filhota desejava um bolo branco e dourado, com
três rosas brancas no topo e eu lá fui mas sem grande convicção de que tivesse
sucesso. No entanto, no meu peito e ao redor de mim, a vibração era de amor e
paz. A sensação era de uma enorme leveza. Só faltava o cântico dos anjos! J
Ao transpor a porta da
florista os meus olhos tiveram a mais bela das visões! No meio dos caldeiros
dos ramos de rosas, 3 belas rosas brancas esperavam por mim. Comentei isso com
a vendedora e ela respondeu-me:
-“Nada é por acaso. Cada ramo
traz 20 rosas e aquela menina (e com a cabeça acenava para alguém atrás de mim)
veio buscar 17 e deixou aquelas 3!”
Tive vontade de dar um
enorme beijo na florista e outro na dita menina que podia ter levado as 20
rosas, ou 19 ou 18, mas levou 17! De todas as rosas na loja, as brancas eram as
únicas que já estavam abertas. Todas as outras ainda se encontravam em botão,
como é habitual. Sem dúvida que o universo estava a conspirar a meu favor,
naquele dia!
maio 02, 2016
Dois bolos para a aniversariante
É o que
faz festejar o aniversário em dois tempos, a festa prolongou-se e teve direito
a dois bolos feitos pela mana. E não é que ela tem jeito para a coisa?! Com as
suas mãos de fada, lá foi dando forma àquele que cá em casa passou a chamar-se
de bolo vermelho. Dos ingredientes não reza a história, mas caso haja alguém
interessado neles, que se manifeste.
Dois
bolos, a mesma massa, as mesmas rosas, mas decoração diferente. Para o jantar
de Sexta, levou cobertura de massa de açúcar, pérolas e uma fitinha dourada e
para o almoço de Sábado, ficou-se pelo despido e cobertura só no topo. O açúcar
em pó foi o toque que faltava.
Cada um com a sua vocação e a
dela parece-me que a foi encontrar na cozinha!
maio 01, 2016
De volta!
Entre estar sem computador,
as idas e vindas de e para este nosso pedaço de terra à beira-mar plantado, a
bricolage e os preparativos para a festa de aniversário, passou-se mais de um
mês sem publicar nada. Não que faltasse assunto, mas o tempo não é elástico.
Isto, só para dizer que estou de volta e com imensas fotos e temas para
partilhar aqui no cantinho da maga.
Um Xi❤do
tamanho do mundo!
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