Esta minha
vontade de andar por aí fora é qualquer coisa… ahahah
Se é para
ir andar de carro, de comboio, ou seja lá o que for, lá estou eu! Não importa o
destino, o que interessa mesmo, é ir… Mas se é para conhecer sítios novos
(mesmo dentro daqueles que já conheço) e de preferência se puder levar a
máquina fotográfica a tiracolo, melhor ainda. Esta semana, aproveitando uns
dias de férias do marido, metemos as trouxas e as bicicletas no carro e lá fomos
rumo ao litoral, com intenções de lavar as energias e a alma e ainda pedalar um
pouco. O destino foi S. Martinho do Porto e à laia de improviso abancámos no
parque de campismo “Colina do Sol”, que se revelou uma agradável escolha. Ainda
esperei ver o nascer do sol a partir daquelas encostas, mas o céu nublado a
única coisa que nos deixou ver, foram uns chuviscos vez ou outra.
Noutros
tempos (já pareço o spot publicitário a um conhecido hipermercado que muito
passou na tv…), Julho era o mês mais quente do ano e não havia cá
misturas. Era calor seco e mais nada. Actualmente mais parece que vivemos num
país tropical. Chuva e calor. No único momento em que fomos à praia, isto já no
final da tarde do dia seguinte à nossa chegada, éramos nós a andar com os pés
na água e o céu a enviar-nos uns chuviscos. Mas nada que nos impedisse de
percorrer a lagoa de ponta a ponta em busca de areia mais limpa e da água mais
transparente. Gosto muito da terra em si, das casas junto ao mar, mas a praia
deixa muito a desejar. Talvez consequência dos muitos barcos que ano após ano
vão atracando por ali…

O tempo em
que não estávamos a caminhar em direcção ao centro, estávamos a percorrer as
estradas em duas rodas. Demasiadas subidas para a minha bicicleta de cidade,
mas que teimei em levar por causa do cesto e já a pensar no transporte da
máquina fotográfica ou eventualmente de um mini picnic. Quem se tramou foram as
minhas pernas, mas à conta disso até vieram mais rijas! :D
O segundo
(ou terceiro) passeio de bike, foi uma verdadeira aventura. Decidimos ir até à
Praia da Gralha e o coração quase me saltava pela boca, em determinadas
subidas. Ainda arrisquei subir na bicicleta dele, bem mais leve, mas mesmo
assim não foi nada fácil.
Está na hora de
subir… E agora marido??
Bem que
tentei captar a altitude na foto, mas está bem longe de corresponder à realidade! É uma subida e tanto, até ao topo da falésia e que o marido subiu de um fôlego, aliás, nem deve ter respirado. Levou uns 3 minutos a chegar lá acima, sempre a pedalar. Diz ele que em alguns momentos teve até a sensação de que ia cair para trás, tal a inclinação... Enquanto isso, fui eu subindo a pé e empurrando a minha. Que pena a máquina fotográfica não ser um drone para se deslocar sozinha e me captar lá do alto!...
Enquanto a
autocaravana não passa de um sonho, a carrinha e um colchão também servem para
estas almas itinerantes...
Na manhã
de Quarta-feira quando abrimos a porta, tivemos na nossa frente já não uns
chuviscos, mas quase um dilúvio. Cheguei a pensar que tinha dormido por uns
meses e acordado em pleno Inverno. Os planos para percorrermos a pé o passadiço
em madeira que vai de S. Martinho a Salir do Porto, sempre à beira mar e com
uma vista fantástica, foram literalmente por água abaixo. Bem como as fotos que
planeava tirar. Nada mais nos restava para fazer ali, pelo que fizemos check-out
e fomos embora. Ainda pouco convencidos e numa derradeira tentativa de
contrariar o S. Pedro, decidimos ir pela costa e aproveitar um pouco mais o
passeio. Foz-do-Arelho e o tempo estava assim-assim. Peniche e de novo calor e
só uns pingos de chuva de vez em quando.
Fomos
conhecer o forte, onde outrora os presos políticos estiveram encarcerados e
sujeitos a torturas, mas as celas estavam fechadas para visitas. Óptimo, assim
(como diz o marido), não trouxemos as más energias.
Depois, num
impulso e à laia de despedida, fomos pela ciclovia até à praia do Baleal. Onze
quilómetros e meio mais tarde estávamos de volta à carrinha e prontos para regressar
a casa, de energias renovadas e felizes!
Um brinde a nós, por, ao fim de mais de três décadas ainda continuarmos a olhar ambos na mesma direcção e a percorrer o mesmo
caminho! ;)