30 de janeiro de 2017

Nós somos o que comemos


Hoje dei por mim a fazer umas pesquisas na Internet sobre alimentação macrobiótica e a quase desistir ainda antes de iniciar esta prática alimentar. Bem sei que a Internet é um local onde encontramos de tudo, mas nem sempre as informações são fiáveis, no entanto, há que começar por algum lado. Eu sou adepta de uma alimentação variada, mas sem excessos e sem radicalismos. É certo que aqui em casa consome-se cada vez menos produtos de origem animal, sobretudo carne, mas estamos longe de ser vegetarianos. Não vou entrar aqui no campo de “ser vegetariana para não comer outros seres vivos animais”, porque esse é assunto que dá pano para mangas e não pretendo fazer deste pequeno texto uma “briga cibernética” e sim escrever sobre a minha realidade.

E a minha realidade e dos que habitam comigo, é que, procuramos (ou temos o ideal de) fazer uma alimentação saudável, e aqui entra a palavra “equilibrada”, mas ao mesmo tempo respeitando a natureza, dentro do possível. Sei que esta equação não é fácil, sem gerar algum desequilíbrio para algum dos lados.

Há uns tempos, quando fiz o segundo nível de reiki, o almoço foi-nos servido e confeccionado por uma senhora que estuda (ou estudou) alimentação macrobiótica e achei deveras tudo muito interessante. Tanto o que nos foi dado a saborear, como toda a explicação que nos deu sobre a confecção dos alimentos. Enquanto degustávamos a sopa de miso, a salada de grão acompanhada de umas deliciosas cenouras cozidas com algas, uns pickles em vinagrete que já não me recordo do nome e mais uma variedade de outras coisas, e para finalizar, a cereja em cima do bolo na forma de uma sobremesa de chocolate, ou café, à escolha, íamos ouvindo a descrição do que estávamos a ingerir e algumas dicas sobre macrobiótica. Mas, mais marcante ainda, era o amor visível que a senhora punha em cada palavra e em cada gesto. Fiquei com vontade de saber mais. Sei que quando temos certos hábitos adquiridos e quando o novo requer muito trabalho, acabamos muitas vezes a adiar, a empurrar com a barriga para um qualquer dia lá mais à frente. A macrobiótica não era propriamente uma coisa totalmente desconhecida para mim, à data, porque há muitos anos, num curto período de tempo em que trabalhei em Lisboa, descobri lá na baixa um supermercado com produtos do género, onde cheguei a comprar um pequeno livro de receitas e um protector solar à base de cenoura, mas fiquei-me por aí. Infelizmente, aqui na zona a oferta é muito limitada e muitas vezes quase desconhecida.

Resumindo, alimentação macrobiótica não é o mesmo que vegetariana, embora se dê preferência a alimentos vegetais e a finalidade é prolongar a vida com saúde, tendo em conta o equilíbrio de energias dos alimentos. Tal como escrevi lá em cima, não sou de extremos, pelo que não me estou a ver a comer só arroz integral, considerado o expoente máximo em termos de equilíbrio energético. Brincadeira à parte, alimentação é um assunto tão vasto, mas como somos o que comemos, vou continuar a procurar saber mais e aos poucos ir introduzindo algumas alterações na cozinha da maga.


                                                                                    Imagem: nutrimedic


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