11 de julho de 2015

Barbas de milho

Os pés de milho que nasceram em volta do galinheiro graças à esquisitice das nossas marias, que só gostam de milho partido, deram para regalo dos nossos olhos (e paladar!) umas bonitas maçarocas. Engalanadas por umas fartas cabeleiras que me fizeram viajar no tempo, ao tempo da minha meninice e ao tempo em que de pequenas coisas fazíamos grandes brincadeiras.

Era só atravessar a ribeira e do outro lado, mesmo à mão de semear, encontrava-se um vasto milharal que era por vezes, palco de salão de beleza e dos meus dotes de cabeleireira. Havia cabeleiras para todos os gostos, umas mais fartas e outras nem tanto. Lisas ou onduladas. Cores várias, umas ainda em tons de verde, outras loiras, ou então de uns bonitos acastanhados. Fazia uma trança aqui, um rabo-de-cavalo acolá e todo o campo ficava em festa sob o meu olhar encantado.  



Estas fizeram parte do nosso jantar de ontem, cozidas e a acompanhar um guisado.
Para a próxima vou experimentar fazê-las no forno. :)

(Nas casas de produtos naturais (ou ervanárias) vendem-se as barbas de milho para fazer chá para as infecções urinárias.)

Sem comentários:

Enviar um comentário