janeiro 27, 2020

Sagitário, "O Justiceiro"





Por fim e a terminar a saga dos signos na minha parede, surge o Sagitário. Andou um pouco esquecido, mas cá está ele. É um dos últimos do Zodíaco, mas um dos mais aventureiros e o primeiro quando é preciso ir. É aquele signo representado pelo centauro, homem da cintura para cima e cavalo na parte inferior. Meio besta, meio humano. Ele é um ser social e comunicativo, sempre bem-disposto e a alma de qualquer festa, ao mesmo tempo que corre livre na natureza como um cavalo selvagem. Que ninguém o queira manter de rédea curta porque isso não resulta.

Expressivo e expansivo. É por isso que o pintei de cores vibrantes e ganhou o maior círculo.  No meio desenhei a seta, símbolo com que surge representado em todo o lado e que designa a sua faceta de justiceiro.  A seta também aponta para os seus (muitos) objectivos.


É um signo do elemento Fogo e tem como planeta regente Júpiter.
Noutros tempos em que a medicina e a astrologia andavam de mãos dadas, Sagitário estava associado a alimentos amargos por natureza e a remédios com idênticas características.
































                                                                                                     Créditos das fotos: maga rosa

janeiro 22, 2020

2020





Faz hoje um mês que não publico nada, quase um mês do novo ano. Pelo meio “maga rosa” fez anos. Meia dúzia deles no dia de Reis. Quando eu era criança dizia-se que casou os anos. Neste caso é 6/6. Seis anos de publicações e das minhas fotografias e palavras a correrem mundo.

Na viragem de ano e de década não fiz as habituais (ou nem tão habituais no meu caso) resoluções de ano novo porque, por experiência própria, já sei que nem tudo é cumprido e muitas ficam só na vontade. Assim sendo, prefiro deixar que o destino dite as regras e este ano, para começar, ele presenteou-nos com algumas visitas ao hospital, o que ainda não parou mas felizmente já se pode respirar de alívio. E ainda uma virose cá para o meu lado, de bónus. Para que haja o equilíbrio dos pratos da balança, também estamos a ser agraciados com coisas boas, claro. Uma aquisição que poderá revelar-se bem interessante (assim o espero) e que pode mesmo vir a originar alguns “posts” no futuro. Mais outra “aquisição”, esta de quatro patas, inesperada e que me deixou um tanto ou quanto apreensiva, mas o universo lá saberá os seus motivos. Um casamento muito especial para acontecer ainda durante este ano. Mais uma emigração na família já com viagem marcada. E muitos planos para pinturas novas que só se esgotarão quando não tiver mais telas/paredes em branco.

2020 é para ter uma energia fantástica com este 20/20. Reduzindo a 4 (pela soma) temos uma energia de estabilidade. O número 4 representa os 4 cantos de uma casa e os pilares base com que é construída. Quatro são também os elementos da natureza que dão estrutura à Astrologia (Terra, Fogo, Ar e Água). É um ano para se construir os alicerces e as bases para um futuro melhor, assentes num compromisso de responsabilidade. É um ano de construção e concretização. É tempo de criar raízes.

Temos dois pares de 20 para nos mostrar que não estamos sós e é através da união e cooperação que chegamos mais longe e melhor se ultrapassam os obstáculos.

20 é também o número da carta de tarot “o Julgamento” que apela à renovação e ao exame de consciência. E os humanos bem que precisam de pôr a mão na consciência e tomar medidas para que esta nossa casa chamada Terra seja um lugar seguro para todos e por muito tempo.


Feliz 2020 para todos!


                                                                                                                            foto do arquivo da maga

dezembro 22, 2019

Natal, Yule e a magia do Inverno





Hoje, dia 22, quando acordarmos pela manhã, podemos agradecer ao Senhor do Tempo a visita do Inverno que aguardou silenciosamente a sua vez de reinar e agora chega de mansinho. Traz vestido um longo manto branco debruado a cinza, ornado por contas de gotas de chuva e na cabeça todos os galhos das árvores despidas. Atrás de si deixa um aroma a velhoses de abóbora e uma suave magia com as cores do Natal e luzinhas a piscar. Na sua mão esquerda ergue uma tocha para iluminar as longas noites escuras como breu, enquanto lança braçadas de azevinho de bolinhas vermelhas e dá lustro às folhas de agulhas verde-escuro dos pinheiros.

Bem- vindo Senhor Inverno!
Feliz Natal. Feliz Yule.


                                                                                                                             Imagem: Pinterest

dezembro 13, 2019

No país das maravilhas







As pinturas no cantinho da Alice estão terminadas. Se não tínhamos nenhuma Alice, passámos a ter. Se já fazia parte do nosso imaginário desde crianças, agora passou a fazer parte do nosso dia-a-dia e sempre que subimos ao 1º andar lá está ela à espreita. À espreita está também o gato risonho empoleirado no espelho grande e a Milka ganhou uma nova companhia. O coelho anuncia que é tempo de fazer alguma coisa. Flores é que não faltam. Cogumelos. Amores-perfeitos. A estrada de xadrez que nos leva para lá do nosso imaginário e a um belo chá das cinco.


Para quem não souber que caminho escolher, é só escutar dentro si que sentimento fala mais alto e seguir as setas.

Gosto tanto deste meu jardim!



























💗




dezembro 05, 2019

A colheita deste ano





Há cinco anos tínhamos nós uma trepadeira que só não invadiu os quintais vizinhos porque não calhou. Ou porque nós não a deixámos esticar-se mais. O nosso quintal já por si uma autêntica selva, ficou que nem cenário de filme do Tarzan, com aquelas corriolas todas por ali a baloiçarem. Às vezes punha-me a espreitar através da vidraça da janela da cozinha para ver a Chita, mas a única coisa que vi foram as minhas gatas ou algum melro a voar de ramo para ramo e a saltitar no meio dos canteiros à procura de alguma minhoca. Houve até momentos em que tive a sensação de ouvir o famoso grito do galã, mas afinal era só o vento. Da nespereira transformada em chuchuzeiro, resultou a modéstia quantia de 230 quilos e mais meia dúzia de chuchus. Ou seriam pimpinelas?

Este ano demos permissão a um pezito para crescer, mas confinado a um daqueles canteiros estreitinhos que o marido construiu com o tijolo de burro dos vizinhos. Mesmo assim, entre ramos sobreviventes pendurados por cima do meu jardim das fadas e alguns que se escapuliram e esconderam no meio da árvore grande, colhemos bem uns 30 kg. Uns acabaram feitos em doce, outros repousam em metades no congelador para as sopas e uns poucos esperam (mas não esquecidos) no saco. Se me descuido, não tarda tenho uma selva dentro de casa, tal é a velocidade com que aquilo grela e se desenvolve.  


Podem ver a selva do outro ano aqui e aqui com a receita do doce de Chuchu.  








novembro 21, 2019

Balança mas não cai...


(onde é que já ouvi isto?... ) 😃














E chegou Balança numa pose Zen, escarrapachado numa flor de Lotus. Assim o meu jardim planetário (ou zodiacal) fica mais completo. Vem ligeirinho e com todas as energias boas em cima. Ou quase todas, que nada é perfeito nesta vida. 

Balança (ou Libra), só quer é paz mas dá por si, muitas vezes, envolto em discussões de tanto defender as minorias, os mais fracos, os desprotegidos, os não presente, ou só porque sim, para ser do contra. É assim a modos que uma justiça imparcial a tender para o lado que dá mais jeito defender naquele momento. Sim, porque no momento seguinte a realidade já pode ser outra e o que importa mesmo é defender o seu ponto de vista, mas se for preciso sacrificá-lo em nome da paz e da boa convivência também se arranja.


Às vezes advogado do diabo, noutras moderador, mas sempre um grande comunicador. Por onde passa deixa um rasto de sedução e elegância, com um toque artístico, mas envolto numa nota clássica, conservadora.

Sempre em busca do equilíbrio vão balançando ora para um lado, ora para o outro, por isso são apelidados tantas vezes de indecisos.  Mas lá vão continuando, de preferência acompanhados…


























novembro 20, 2019

O M de Virgem





Ali entre Leão e Balança está Virgem como uma parte de um todo. Uma pequena parte de um enorme universo na Via Láctea e na minha mandala astrológica. Faz parte de Virgem dissecar e separar todas as partes até ao mínimo pormenor, para o integrar depois no todo, isto quando não se perde pelo caminho. Analisa tudo ao pormenor até à exaustão. É o maior crítico do Zodíaco, mas não gosta que lhe façam o mesmo. Chamadas de atenção ofendem-no. Perfeccionista. É sociável mas prefere passar despercebido e não ter os holofotes sobre si.


Virgem ilustra agora a minha parede num misto de traços e bolinhas. Pormenores é do que é feito e muito trabalho me deu. Ganhou residência logo acima de Leão, mas a poucos centímetros do chão, a obrigar-me a uma ginástica acrobática enquanto procurava manter o equilíbrio entre linhas.