outubro 13, 2018

Para uma pessoa especial...




Dia 11 é o teu dia. Onze é um número especial, tão especial que fica inteiro, não se decompõe e nem se soma. É o número dos mestres. Daqueles que vibram numa oitava acima. Daqueles que são inspiração, tal como tu.

E onze foi um dia nosso. E tal como o número, não nos somamos e nem nos reduzimos a um só, porque somos seres individuais, antes de mais, mas completamo-nos. E se completamos! Até adivinhamos os pensamentos um do outro!... Somos Unos, mas juntos formamos um par do caraças!

E que muitos mais dias 11 venham, mesmo que o dia seja outro!
(sabes como é, se é para nos pormos à estrada, eu vou…) ;)























































































💙💜

outubro 06, 2018

Primeiras vezes em Setembro




Ao percorrer a blogosfera encontrei o SAY HELLO TO MY BOOKS (ou será mais correcto dizer a ?), que me deixou com o bichinho ao ler as suas primeiras vezes e com vontade de remexer no meu mês de Setembro. Vá podem chamar-me de copiona!

Então cá vai!...

Coisas mais marcantes do mês de Setembro, fui ao corte e costura!

Pela primeira vez fiz uma cirurgia (vá lá, é coisa pequena com anestesia local). Um nódulo numa perna. E pela primeira vez também, andei de canadianas. Aquilo é giro. Fiquei com uma perna em suspense, mas ganhei duas extra e dá para andar que se farta. Só não teve piada quando tentei subir as escadas com as duas muletas ao mesmo tempo e quase caí de costas por ali abaixo. Que tonta (ou inexperiente!). Ah, e as mãos doridas também dispensava.

Já chegou o veredicto com um palavrão: pilomatricoma.

Fui colocar um implante dentário. Ainda não refeita de uma, meti-me noutra. Já o queria ter feito há anos, mas desta é que foi. É um processo demorado, mas eu sou paciente.

Já me tiraram os alinhavos todos e agora sou eu quem está pronta para costurar a vida. Seja com ponto corrido, pespontos, ou até remendando, o que importa mesmo é ir tecendo as tramas que o universo me for colocando no caminho. Venha vida!

Foi um mês muito caseiro e pela primeira vez recebemos cá em casa os antigos colegas do meu marido. Os guardas do primeiro concurso (coisa com mais de 30 anos). Mesmo perneta fui a cozinheira (com ajuda, claro), mas valeu a pena pela felicidade proporcionada ao marido. E pelas lembranças trazidas ao de cima, de uma das fases mais bonitas da minha (nossa) vida.

E, ou estou com problemas de memória, ou não vivi/fiz mais nada pela primeira vez no mês que findou há uns dias. Então que venham mais coisas novas para a minha vida, que eu cá estarei de braços abertos para as receber!



setembro 30, 2018

Ensaio sobre madeira




Este foi um verdadeiro ensaio, uma vez que comecei sem um plano ou fim idealizado. A única coisa que sabia é que teria de ser um projecto a custo zero. Esta arca foi deixada para trás, entre outros pertences, por uma família que cruzou fronteiras em busca de outros horizontes e tinha como destino o lixo. Teve como ponto de passagem a minha casa e decidi resgatá-la. Os estragos eram visíveis, mas o trabalhado da madeira cativou-me, pelo que decidi dar-lhe uma nova oportunidade. Tinha um pé arrancado (e eu ao pregá-lo, quase que lhe arranquei outro), muitos orifícios provocados pelo bicho da madeira, estragos feitos pela humidade e mais uma série de senãos. É caso para dizer que tinha ali um bico d’obra. O marido achava ser um caso perdido e não valia o esforço. A filha teve voto neutro, porque dizia sim aos desenhos engraçados do exterior, mas não aos estragos e velhice do móvel. Como resultou num empate, de 1 contra 1, assumi o compromisso de forma solitária e com a promessa de usar só os materiais já cá existentes.





E como há sempre um antes e um depois…


E um durante…

                      …com algumas experiências goradas. E mais camadas de tinta e outras tantas lixadelas. E misturas de cores para dar novos tons. Ensaio que se preze, dá margem ao erro e a experiências novas. É
 uma tela sempre em renovação nas mãos do criador


Mas o que eu gosto mesmo é dos detalhes! O todo deixou-me satisfeita, ganhei uma peça decorativa ao estilo Boho Chic. Mas, é nos pormenores que está a graça. 




























































































A cereja em cima do bolo…(neste caso, é mais dentro). O alegre interior em cor-de-laranja (amarelo-torrado para alguns), para dar vida e alegrar a vista sempre que levanto a tampa.




















Missão cumprida!
Menos um móvel deitado no lixo e eu ganhei uma bonita peça decorativa e útil. Uma arca para guardar aquelas roupas que já não usamos mais e esperam por novas oportunidades. E tudo sem gastar dinheiro, porque as tintas foram as sobras de outros trabalhos e os poucos materiais utilizados já os tinha.

Se ficou perfeita? Não! Mas é nas imperfeições que está o segredo que torna uma peça única e especial.

                                                  Crédito das fotografias: maga rosa

setembro 23, 2018

Signo Balança







































É hoje.
Ou foi esta noite que o Sol entrou no signo de Balança. O muito detalhe de Virgem dá lugar ao equilíbrio de Balança. A noite ganhou o tamanho do dia. A temperatura fica mais equilibrada (esperemos que sim!). Não é por acaso que o símbolo é uma balança. Tudo com peso, conta e medida. Pergunte a um libriano qual o melhor caminho e ele dir-lhe-á que é o caminho do meio. Isto se ele (ou ela) se conseguir decidir por qual caminho ir! É o eterno dilema de Balança.

Dir-me-ão alguns: “Mas eu sou Balança e não sou nada indeciso”. Pois… Por acaso sabe que mais influências astrológicas adquiriu no momento do seu nascimento? Ah pois é! Todos temos direito à rodinha completa, com todos os signos e planetas. Para saber que mais influências tem, só fazendo o mapa astral e para isso é importante saber a hora de nascimento o mais exacta possível.

Voltando a Balança. Ela não é só indecisão. Também é diplomacia. Saber estar. Saber comunicar. Balança não nasceu para ser solitária. É um ser social. Muito social. (Tenho um Balança em casa, sei como é). É AR venusiano. É o signo das palavras bonitas, do jeito simpático, do porte elegante.

Elemento: Ar
Planeta regente: Vénus
Estação do ano: Outono
Partes do corpo: rins e aparelho urinário
Direcção: Oeste
Cidades e vilas portuguesas: Lisboa, Coimbra, Almeida e Gouveia.
Flores: hortênsias e rosas grandes.
Cores: tons de azul, rosa e verde-claro
Pedras preciosas: Safira e Jade
Metal: cobre

Parabéns para todos os nascidos sob as energias do signo de Balança (Libra no Brasil). ♎

                                                                       Créditos da imagem: nam.org

agosto 08, 2018

Pedras d'Almeirim




Há pessoas que têm iniciativa e os de signo Carneiro (Áries para os nossos irmãos brasileiros), são peritos nisso. Não é por acaso que é o signo que abre cada ciclo astrológico. A minha irmã é uma dessas pessoas. Desta vez decidiu (não apenas decidiu como fez!), recriar um grupo de pedras pintadas aqui na nossa cidade, ideia que trouxe do local onde mora no Reino Unido. Meteu mãos à obra e das suas breves férias entre nós nasceram algumas obras de arte. Legado este que nos deixou e agora cumpre-nos a nós, família e habitantes em geral, continuar e fazer crescer. 


Não há dúvida de que é uma ideia bem bonita, que tanto pode ser executada por miúdos quanto por graúdos. E uma óptima forma de ocupar os tempos livres, puxar pela criatividade (por mais pequena que seja) e de aproximar as pessoas entre si.

Para o fazer, é bem simples!
Arranjar algumas pedras (sem destruir obra pública ou privada, como é óbvio), algumas tintas e um verniz para terminar e isolar o trabalho, para que a pintura não se estrague quando a pedra andar lá por fora a passear. A minha irmã usou verniz transparente para unhas, daquele bem baratinho. Um frasquinho dá para imensas pedras. Quem tiver verniz para móveis, já não precisa de comprar esse item. Tintas acrílicas, guaches, lápis, tudo serve. Cada um usa o que tem e não é necessário grande investimento.

Na parte de trás escrever (com caneta de feltro, ou daquelas para acetato ou CD´s):


# Pedras d’Almeirim

# (o seu próprio nome ou alcunha)

Facebook














Deixar secar um pouco antes de passar a camada de verniz para que não esborrate.

E voilá! Tem a sua obra pronta!
Agora é só deixar em algum canto da cidade para que alguém a encontre. Para quem souber desta iniciativa, tira foto à pedra e publica na página com o local onde a encontrou e o nome que lá está escrito (ou foto da parte de trás também).
Mesmo que quem encontre a sua pedra não a publique, não fique triste. Lembre-se que já alegrou o dia de alguém! ;)


Se tropeçar em alguma pedra pintada, tem duas opções, ou a fotografa para o grupo e a volta a colocar em algum lugar para que outros a encontrem, ou fica com ela e a estima.



Eu encontrei esta bonita casinha das fadas, mas como tive um ataque de apego (egoísmo :P ), não fui capaz de a deixar noutro lado para que mais alguém a encontrasse. Gostei tanto dela que agora já é um pisa-papéis na minha secretária. Para compensar, conto pintar a duplicar ou triplicar e espalhar por aí! ;)


#Mila



julho 27, 2018

Eclipse Lunar






Hoje, daqui a pouco, temos um eclipse Lunar, acontecimento nada invulgar tendo em conta que pelo menos dois eclipses lunares e dois solares acontecem todos os anos. No entanto este é especial, dizem, porque a Lua irá ver-se como uma enorme laranja. Bem, não estejam à espera de ver algo parecido com o fruto nos céus de hoje, mas pelo menos e se as nuvens não se interpuserem, uma cor mais alaranjada a Lua deverá nos mostrar.

Já sabem, às 21 horas e 20 minutos (de Portugal) sensivelmente, todos de cabeça no ar a olhar para o céu! ;)

Vamos poder ver (assim o espero!), a Lua a desaparecer quase por completo e a ficar oculta pela sombra que a Terra projecta sobre ela. É que o Sol está do outro lado e a Terra mete-se entre os dois astros. Assim, em vez da luz solar se espelhar na Lua, o que vemos é a nossa própria sombra, ou seja, do planeta azul que habitamos.  Como sabem, a Lua não tem luz própria e sim, é-lhe emprestada pelo astro rei, o Sol, o que por momentos hoje não vai acontecer. A Terra é uma marota! J

Para quem tiver curiosidade em saber qual o signo desta lunação (estamos numa Lua Cheia), esta está em Aquário.  Muito se fala e especula sobre os efeitos do eclipse sobre a humanidade e cada um de nós em particular, mas decerto não é nada de tão grandioso que possa mudar o rumo da história. Mais notado por uns, praticamente imperceptível por outros (muitos). A nível individual, prestar mais atenção aos planetas pessoais no mapa natal que se encontram nos primeiros graus de Aquário e Leão. Assim como nos signos de Touro e Escorpião (neste caso o efeito é por quadratura).

Os efeitos astrológicos deste eclipse poderão fazer-se sentir por alguns meses. Uma vez que a Lua cheia tem um efeito (astrologicamente falando, é claro!), de mostrar, dar visibilidade, ampliar e chegar mais longe… Com o eclipse é como se isto se virasse para dentro. Para dentro de nós. Dá um efeito introspectivo. É a oportunidade de um crescimento a partir de dentro. Do interior para o exterior. A iluminação é interna. A meu ver, dá assim uma espécie de catarse, que leva ao caminho da libertação. Agora cada um que entenda como quiser, dentro da sua realidade e configuração astrológica.

(Cuidado só com o nosso amiguinho Marte que anda colado à Lua, é que isso pode ser assim um pouco para o reactivo, com reacções mais aguerridas e impulsivas. Alguma impaciência à mistura, mas aqui o fogo é de combustão lenta, pelo que vai corroendo devagar e a repisar os mesmos assuntos, ou a trazer o passado ao nosso consciente, já que Marte ainda se encontra no seu processo de retrogradação.)

Não se esqueçam, que  às 21h20 temos encontro marcado lá fora. Todos  de nariz no ar e a apreciar a beleza do momento!

(ps. O eclipse já decorre, mas é às 21h20 que estará no seu auge. É um fenómeno que durará mais de 1 hora.)



julho 25, 2018

Pintura em sapateira






























Das ideias no papel passei para a prática e meti mãos ao trabalho. A obra está concluída. Agora encontra-se à entrada de casa, lá ao fundo do corredor, lado a lado com obra mais antiga. Claro está que parte do projecto inicial foi suprimido, ou seja, ficou sem a escrita antes planeada. O composto de palavras, que seriam divididas e sobrepostas aos losangos. Lá se foi a frase bonita e inspiradora. Não se pode ter tudo e antes que estragasse o que já estava feito, fiquei-me por ali! :D


Ficou mais cleen é certo. Se melhor ou pior, não chegarei a saber. Mas, como nada é permanente, lá mais à frente num tempo ainda distante, logo se verá se a minha agora recente criação será tela para alguns caracteres.


























































Há cerca de uns 17 anos comprámos vários móveis de madeira em cru (sem acabamentos), inclusive estas duas sapateiras. O meu trabalho foi terminá-los. A estas duas peças, uma dei-lhe uma pintura de base em branco e por cima aquele verniz colorido azul a imitar a ganga. Na outra, e que agora modifiquei, apenas lhe dei um acabamento com verniz normal incolor. O bicho da madeira entrou com ela e danificou-a na parte superior (mas isso é matéria para outro post) e eu nem aprecio mesmo nada móveis envernizados, pelo que estava mais do que na hora de a alterar.


Esqueci-me de fotografar o antes, mas tem com o móvel já lixado e sem verniz e a cor não difere muito. 


 Aqui, ainda o processo de acabamento estava na sua fase inicial. Fundo com uma demão de primário (branco) e exterior também com uma demão de tinta azul. Adoro esta tonalidade que ora parece azul, como verde ou cinza. Tudo depende da luz e do ângulo e dá-lhe um ar vintage



A face central e exterior das portas ganhou um axedrezado rústico que teve como base uma demão de cinza (neste caso misturei um pouco de preto em branco), que espalhei de forma pouco homogénea. 


Os losangos em azul (parece branco, mas não é!), foram feitos pelo método de stencil, mas limitei-me a cortar e pintar por cima do papel, sem recorrer ao acetato. Para quem quiser entrar nestas aventuras, não esquecer de entre cada demão, lixar sempre!
Completei com uma fina e irregular camada em azul por cima e no final lixei com lixa de grão fino, mas sem muito cuidado, para dar aquele aspecto rústico. 


























O interior ganhou um azulão para contrastar com a parte de fora. Só se vê ao abrir, mas ficou giro.
Para finalizar, usei cera incolor (de abelha, é o que dizem), que dei por duas vezes com uma boneca (trapo) e quando secou puxei o lustro com um pano seco e limpo. Ficou muito macio ao toque e a pintura protegida. Agora que descobri esta cera não quero outra coisa! eheheheh

Da oficina da maga para vocês,
     com votos de boas pinturas!