janeiro 14, 2019

As pendências da vida...


























Deixei de fazer as resoluções de Ano Novo porque cheguei à conclusão de que ficam sempre desejos por resolver e de assuntos pendentes está a vida cheia. Promessas, já nem à nossa Senhora de Fátima! Se tenho objectivos? Tenho, e um deles é ser mais organizada para conseguir realizá-los, mas sem pressões porque o meu lado pisciano não gosta nada disso! :D
Lá terei de voltar às listas que são sempre uma boa forma de não perder objectivos e tempos. Cada coisa no momento certo. E eu sou óptima a deixar passar oportunidades!

(Este post é um bom exemplo disso, já era para ter sido publicado há duas semanas e só hoje saiu das pendências. ) :D

Há dias (ali pelo Natal), fui limpar os ramos da aboboreira que pendiam secos da cerca de paletes e do muro que nos separa do quintal da vizinha e ganhei um bónus. Puxava e puxava e a guia, ou troço, ou lá como lhe queiram chamar, estava difícil de vir toda cá para o meu lado. Pensei que estivesse presa algures, pelo que dei a volta à cerca e não é que do outro lado, pendia esta linda e grande abóbora?! A aboboreira cresceu por ali afora sem controlo, mas devido ao sombrio das árvores e de outras espécies que com ela coabitaram, não deu em nada (achávamos nós!).

Contra todas as expectativas, nasceu e cresceu entre as folhas da planta mãe e as canas-de-açúcar, pendurada do lado de dentro do muro de paletes, escondida dos nossos olhares. Sem sol, amadureceu tardia e em vez da cor amarela, ficou sempre verde. Ainda não a cortei, por isso não sei se está comestível, mas espero vir a fazer uma sopa com ela.

E é assim com tudo na vida. Tudo tem o seu tempo certo. Tudo tem o seu ponto de maturação. Se somos apressados e colhemos antes de tempo, o resultado pode ficar aquém do desejado. Se andamos a “empurrar com a barriga”, ou à espera de sabe-se lá o quê, sujeitamo-nos a que a ideia inicial resulte em algo meio sem graça e muitas vezes fora de contexto.

Podemos ainda retirar uma outra lição… Esta minha abóbora é um exemplo real de que, desistir nunca! Com perseverança, mesmo que o resultado não receba uns “Uau’s” de admiração e nem seja digno de um Óscar, vale sempre a pena.

🙏

janeiro 07, 2019

Bréhat, a ilha nos meus sonhos?





Na minha frente tinha uma paisagem lindíssima. Lá ao fundo, mais abaixo, podia-se ver o mar sem ondas a banhar uma pequena margem de pedras ou areia endurecida em vez dos típicos extensos areais das nossas praias, orlada por uma zona verde. Tinha comigo a minha máquina fotográfica (é sempre assim nos meus sonhos quando o cenário é uma paisagem linda, exótica e inesquecível). Também se repete o padrão do não chegar a fotografar, ou de ser confrontada com algum impedimento para tal. Desta vez não houve impedimento, eu é que me perdi um pouco na contemplação e exploração da zona envolvente. A minha filha desceu à praia e voltou a subir a encosta, acompanhada por outra jovem que conheceu lá. Começou a entardecer e eu sabia que estava a ficar tarde e precisava voltar, mas o momento era o ideal para tirar umas boas fotografias com toda aquela luz de pôr-do-sol. No caminho passei por uma casa (havias pouquíssimas naquela zona). Algumas pessoas entravam e saíam e eu fiz o mesmo. A casa térrea era pequena, de construção antiga, rectangular, um misto de pedra com madeira. Estava mobilada num estilo meio provençal rústico, meio boémio chic. Tinha umas janelas envidraçadas grandes. Fui espreitar e vi uma curva da praia cercada de árvores. De outra janela a água era mais extensa, parada, que mais parecia uma lagoa. Senti que podia viver ali. Sentia-me em casa.

Dirigi-me à dona da habitação, que se encontrava de volta de uns papéis, talvez relacionados com a compra da mesma. Tentou ocultar de mim o que lá estava escrito, mas percebi que eram antigos e vislumbrei algures numa página o símbolo do nosso “cifrão”. Perguntei-lhe se queria vender e ela respondeu que estava a pensar nisso… Falou em algo que me pareceu serem uns 84 mil e tantos euros (esqueci os números miúdos)… Achei até em conta para a zona.

Voltei a sair da casa e dei comigo acompanhada por um rapaz que me foi mostrar uma lagoa. Já não era a mesma parte de mar. Era uma lagoa a sério (ou parecia), num terreno agora mais plano, mas perto de onde tinha estado antes. Era tudo perto. À volta tinha arbustos e árvores e a água na margem deixava ver o fundo. Até aqui pensei estar em Portugal. Todos à minha volta falavam em português. Até que o rapaz me disse o nome da terra…Qualquer coisa que me esqueci, seguida de algo parecido com “Ildefrance” ou “Ildefrench”. Disse-o de uma forma melodiosa, cantada e eu achei piada. Só aí percebi que estava em França. Acordei.

A sensação dentro do sonho foi muito boa, feliz. Ao acordar senti-me eufórica e não resisti em procurar no Google se existe alguma terra assim.

Descobri que em tempos houve uma província chamada de Île-de-France, habitada por uma tribo de celtas uns séculos antes de Cristo e que deu origem à actual Paris. Faz sentido. Nunca lá fui mas gostava e digo muitas vezes que devo lá ter vivido noutra vida. Mas, não tem mar e o rio Sena não tem nada a ver com as imagens do meu sonho.

Continuei a procurar e para meu espanto encontrei uma ilha, Île de Bréhat... Brehat, uma ilha de França… Em Francês, Île-de-France. Bem pode ser a “Ildefrance” do meu sonho. O mar em tudo muito semelhante ao mar do meu sonho, assim como a paisagem…

Pensei que tinha de contar ao marido, não o próximo, mas o nosso destino de algum dia, mas estava com pressa para tratar do almoço… E nesse momento o telemóvel tocou!

Depois de ouvir o meu sonho e a minha descoberta e de lhe acrescentar que fica no norte de França, do outro lado só ouvi uma gargalhada e um:

- Achas mesmo que vou para o frio? Vai lá mas é tratar do almoço para a miúda!

  FIM


Ele é friorento. Nasceu e cresceu numa ilha com temperatura amena o ano todo. Teve até alguma dificuldade em se adaptar aos Invernos mais rigorosos da região interior continental. O frio também é inimigo das minhas hérnias e nervo ciático, mas mesmo assim continuo em estado de euforia.

Diria mesmo, que a euforia da descoberta vai durar enquanto durar a recordação do meu sonho…

Alguém aí, entre os meus queridos leitores e leitoras que conheça esta região que esta noite (mais precisamente manhã), povoou os meus sonhos?




                                                       Fonte da imagem: Flickr

novembro 30, 2018

O que ando a fazer




A minha parede neste momento mais parece um daqueles jogos de Bubble Shooter. Ali na foto estão a faltar as últimas bolhas, pintadas já depois do clique da máquina. Imaginem-lhe mais três verdes e uma azul escura. E outras virão antes de lhes acrescentar os pormenores que farão a diferença e que contêm a essência do projecto. Este é a continuação da mandala, na mesma parede, a parede da minha sala de trabalho.

Pintar é tão, mas tão viciante (pelo menos para mim), que por este andar ainda fico com a casa toda (não diria às cores, porque isso já ela é), mas com desenhos. Preparem-se família!

Saudações coloridas e até imagens dos próximos capítulos!


novembro 12, 2018

A mandala - resultado final e o que significa


























Finalizada não sei se algum dia estará, porque há sempre um pormenor mais que se pode acrescentar, ou modificar. Por agora é assim que está e ficará nos próximos tempos. Como podem ver, esta é uma mandala muito rica em detalhes e todos eles têm um significado aqui, nesta pintura e neste ambiente.

Toda a mandala que faça jus ao nome, tem um centro à volta do qual se vão desenhando círculos e desenhos. A peça central é o seu coração, um espaço sagrado, de onde irradia enorme força. A minha mandala, no seu todo, representa o universo, o meu universo esotérico, as forças pelas quais me guio.


No meu círculo mágico está representado o meu trabalho e como não faço questão de que seja segredo, vou deixar aqui uma explicação acerca de cada símbolo que a preenche. 


Ali estão representados a Astrologia e o Tarot, tanto nas cores como nas formas. As cartas (tarot), nos símbolos das cartas de jogar (paus, copas, ouros e espadas) e nas coroas. A Astrologia, através dos seus elementos (a base de toda a interpretação astrológica), encontra-se no Sol (elemento Fogo), nas flores e na barra verde (elemento Terra), no azul do céu à volta do sol e na barra exterior (elemento Ar) e nas ondas da barra exterior (elemento Água). A barra de fora representa o mar e o céu. A astrologia está ainda representada naquele céu estrelado, onde se encontra também a Lua nas suas quatro fases.



Este desenho chama-se Sei-He-Ki, símbolo de energia utilizado nas terapias de Reiki e representa a cura e a protecção. Pintei-o na minha mandala para harmonizar o ambiente e a quem me procura. 






Cho – Ku – Rei é nome desta espiral, um outro símbolo de Reiki que se usa para aumentar o efeito do anterior. Ele activa e aumenta o poder de cura e de protecção. Além de servir de “interruptor” do Sei he ki, ele ajuda a elevar a nossa consciência.







O mantra “OM” representado neste símbolo, é um som que se usa muito nas práticas de Ioga e dizem ser o som do universo. Ao ser “dito”, ou entoado para ser mais correcta, sente-se uma vibração na garganta e no cérebro o que estimula o pensamento e a intuição, assim como induz à concentração e meditação. Ele representa o passado, presente e futuro.



O Olho de Hórus, outro símbolo de poder e protecção. É o terceiro olho, aquele que faz a ligação entre o corpo e a alma e que tudo vê. (Há quem diga que este representa a glândula pineal que se encontra no meio do cérebro e produz a melatonina, hormona que ajuda a regular o sono e a reduzir o stress.)
Este é um símbolo de clarividência.




Não podia deixar de desenhar também uma bússola, para que todos aqueles que vêm até mim em busca de respostas encontrem o seu Norte.  










A moeda (Ouros) a representar o mundo físico e prático (também é preciso para materializar tudo o resto). O pentáculo, a estrela de 5 pontas, tem grande semelhança com o corpo humano. Este é mais um símbolo que representa o tarot.



As pétalas rosa clarinho à volta do 
centro, são pétalas de lótus. Escolhi o rosa, porque além de ser a cor associada ao amor, é o lótus que representa Buda. Simboliza o crescimento espiritual, a sabedoria e a esperança na resolução dos problemas e dificuldades. A flor nasce na lama e desabrocha linda à luz do Sol sem que se suje.

A barra seguinte, lilás, tem esta cor em alusão à espiritualidade e intuição. É uma cor que transmite calma e tranquilidade. Nela coloquei o símbolo da paz, pelo seu significado e em representação ao meu lado mais hippie. 












A toda a volta da mandala desenhei uma flor-de-lis estilizada, que não é mais nem menos que um lírio. Encontrei o desenho num daqueles livros para pintar, que gostei e resolvi reproduzi-lo aumentando-o com a tal técnica que nos ensinam na escola. Fez parte do programa no meu 8º ano de escolaridade. Podia ter desenhado à mão livre, mas não era a mesma coisa! 😃


Na minha pintura a cercadura de flores-de-lis está em representação da natureza e da simplicidade. Só depois do desenho feito na parede, fui pesquisar o significado e fiquei surpresa ao saber que é um símbolo da coroa francesa, mais precisamente do rei. Eu bem digo que noutra encarnação devo ter vivido em França! J É que esta escolha foi completamente intuitiva. É também o símbolo dos escuteiros.   

Por último, voltemos ao centro. É do centro que emerge toda a força e é para o centro que convergem todas as energias. No esboço inicial tinha uma rosa, em representação da “maga rosa”, aquela que está por trás de tudo isto e que faz a “magia” com os conhecimentos adquiridos. Mas, por trás não é no centro e se há coisa que eu não pretendo é que tudo gire em torno de mim. Eu sou uma intérprete, um veículo ou canal de energias, uma peça fundamental neste puzzle, mas não o centro da minha mandala. Assim sendo, optei por pintar um trevo da sorte, outro símbolo de que gosto muito e até o uso no blogue que tenho na plataforma blogspot. No do Sapo ainda não, mas pretendo aplicá-lo lá também, se conseguir. Já todos sabem o que significa, pelo que não me vou estender na sua explicação. É a sorte (e novamente a esperança pela sua cor verde), que todos buscam e para todos aqueles que em consulta ou não, entrem na minha sala de trabalho. 

🙏  🍀


ps. podem ver outros post´s sobre esta mandala aqui e aqui


                                                                                               Créditos: maga rosa



novembro 09, 2018

O progresso da minha mandala...




Não é assim que ela está agora, mas já esteve. A seu tempo irei publicar o resultado final. Foi todo um processo que me encantou, o de ir superando desafio atrás de desafio, a descoberta da minha mandala, pormenor atrás de pormenor e a descoberta de mim mesma. Percebi que posso fazer muito mais. Que sou capaz. E que adoro fazer arte. Sim, porque mesmo com todos os defeitos inerentes, é arte. Toda a criação é arte. E a imaginação é o limite (mesmo com algumas inspirações pelo meio, mas isso também faz parte do processo). E para mim, uma grande, mas grande inspiração, é a artista Alisa Burke!

Comecei por escolher o sítio na parede, meio que a olho e desenhei os círculos de forma um pouco rudimentar, com recurso a uma régua de 50 cm e um transferidor. Não havia cá compassos e muito menos com aquele tamanho todo. Tem cerca de 1 metro por 1 metro. No momento não pensei naquela forma tão básica, de atar um lápis na ponta de um cordel. Mas valeram-me os materiais (ainda cá andam alguns), que ficaram dos tempos de estudante das minhas filhas. E o que aprendi nas aulas de desenho. Afinal não esqueci tudo. Aquela técnica das proporções deu-me cá um jeitão para passar do desenho pequeno para a dimensão final. Usei a escala de 1 para 6 e folhas quadriculadas. Um centímetro corresponde a seis. Depois foi só passar para papel vegetal e decalcar com lápis de carvão na parede (não quis arriscar desenhar tudo a olho directamente no sitio a pintar).






Para os olhos mais críticos, eu bem sei que tem ali um erro de cálculo :D, mas a tomada é que não avisou que também queria fazer parte do desenho e acabou por ficar de esguelha. São pormenores. Podia ter apagado e voltar a desenhar os círculos bem alinhados com a tomada, mas arriscava a ficar com a parede toda borrada do lápis e essa ideia não me agradou (é que já ia na cercadura de lírios). 


Aquele pincel fino acompanhou-me ao longo de todo o processo da pintura. Pensei que o seu manuseio fosse mais difícil e o resultado, que nem sempre ficou perfeito, no seu todo agrada-me. Iniciei aquela relação um pouco a medo, mas no final ficámos amigos. J



Podem ver o início de todo este processo, ainda em esboço, aqui

                                                           Créditos das fotos: maga rosa


novembro 04, 2018

Uma noite das bruxas diferente...






























Aqui as bruxinhas é que mandam no tempo e se o “Natal é quando o homem quiser”, o Halloween é quando as bruxas assim o decidem. Este ano atrasámos o calendário duas noites por conveniência geral e a Sexta esteve ao rubro cá em casa. Até a Milka participou com o seu casaquinho amarelo, mas chegou inteira ao final da noite.

Dos cerca de 20 convidados alguns ficaram pelo caminho. As vassouras devem ter ficado sem combustível ou desviaram-nos para outros caminhos. Treze pessoas fizeram a festa, número que teima em acontecer cá por estes lados nos mais diversos festejos.














































Doce ou travessura?
A senha de acesso aos aposentos bruxeliantes: 1 provérbio!










A mesa da tortura. A prova das iguarias das bruxas. A expectativa e o suspense. Bom ou mau? Seis equipas (a conviva mais nova ficou como assistente), seis lugares à mesa (a dobrar, vá). Os sabores variaram entre o bom e o horrível. Arroz-doce com sabor a nada (e vá, experimentem comer arroz-doce sem açúcar e sem sal e depois contem-me!), broas de alho (este ingrediente secreto não podia faltar numa mesa de bruxas ehehehe) e bebidas com e sem álcool, mas daquele que queima até os fungos mais resistentes das unhas dos pés dos monstrinhos. (não sei quem teve a brilhante ideia de fazer ginginha com álcool quase puro). Vá lá que podia ser bem pior. E seguiram-se as provas dos provérbios e da mimica.


Vencedores fomos todos, mas houve um par que alcançou mais pontos, os “Black Cats”. 


Saudações da maléfica!  


                                                                  Créditos das fotos: maga rosa





outubro 30, 2018

No reino das mandalas...




Esta é uma mandala by maga rosa. Uma mandala cheia de significados para um cantinho especial. Aqui ainda está no papel, mas na realidade o projecto já está em andamento e em breve publicarei o progresso.

A palavra “mandala” significa círculo e é formada por um centro à volta do qual se vão desenhando formas geométricas ou outras figuras. Mais ou menos elaboradas, mais ou menos coloridas, as mandalas são muitas vezes usadas em meditação e para ajudar na concentração.

A vida é cíclica, assim como o tempo. A cada final de ano fecha-se um ciclo, para logo a seguir se iniciar outro. O mundo também é redondo. E esta figura tão usada entre os budistas é a perfeita e bela representação do mundo. Do mundo de cada um e como cada um o vê e o pinta. E o meu mundo (esotérico pelo menos), está ali colorido naquela folha de papel em forma de esboço.  




                                                Créditos das fotos: maga rosa