outubro 24, 2019

Lua Nova em Escorpião





Estamos a caminhar para uma Lua Nova em Escorpião, signo onde o Sol entrou ontem ao final da tarde. Já lá se encontravam Mercúrio e Vénus, comunicação e emoções. Durante o dia do próximo Domingo a Lua entrará no dito signo juntando-se ao seu par, o Sol, para se renovar e renascer de novo. Este é um renascer intenso, profundo, um pouco à imagem do que aconteceu à Fénix, mas ao contrário desta, a transformação far-se-á por meio da água em vez do fogo. E água é emoção e sentimento. É uma mudança que se faz de dentro para fora, bem lá das profundezas do ser. Com certeza  nem todos serão tocados pela intensa energia desta Lua Nova, mas sobretudo para quem tem planetas pessoais ou ascendente no começo de Escorpião é de prestar atenção a esta fase, mesmo sendo ela breve. A Lua caminha a passo rápido, pelo que onde ela toca e se despoletar algum acontecimento, este será breve, diário. No entanto, devido à energia do signo em questão, haverá alguma necessidade de mudança, de reciclar algum aspecto da vida.

Uma Lua Nova é sempre uma boa fase para promover a mudança e cada um saberá de certo a área de vida onde gostaria de mudar alguma coisa. Mas, atenção à exacerbação das emoções, ou mais propriamente aos “sapos” que se engolem. A Lua Nova de Escorpião funciona um pouco como uma panela de pressão. A água (emoções) entra em ebulição em modo interno, não se vê, mas se lhe abrem a tampa leva tudo à frente e é capaz de causar alguns estragos.  

Esta é uma boa fase para a introspecção e o autoconhecimento. Ir fundo para subir à superfície de si mesmo, outra pessoa, renovada e mais completa.








Para ilustrar usei fotos do meu arquivo, das pinturas que fiz na minha sala de trabalho. Dentro do círculo está o símbolo do Escorpião estilizado a representar uma Fénix. A decoração envolvente nada terá a ver com o signo pensarão vocês, uma vez que ele é todo de vermelhos e pretos e este é assim para o suavezito, com um tranquilo roxo e branco. E não, não tem. Ou tem, se pensarmos que o Escorpião é como a viúva negra (aranha), que vai cercando e envolvendo a presa na sua teia até que chegue o momento certo de saltar sobre ela. Por um engano que já comentei noutro texto qualquer, troquei a ordem dos signos e só depois da pintura decorativa deste círculo me apercebi do erro. Mas, o universo tem uma forma muito engraçada de nos trocar as voltas e colocar tudo na ordem certa e assim, de uma forma muito pouco racional, o signo de Escorpião encaixou perfeitamente nesta bola. Além disso, o lilás é uma cor muito ligada à espiritualidade, tal como o signo que aqui representa.

Parabéns para todos aqueles que fazem anos sob as energias deste signo!

outubro 16, 2019

Os duendes alquimistas cá de casa





Andam duendes cá em casa, só pode! Mal viro costas para ir fazer umas comprinhas para encher a despensa e eles fazem das suas. Ou serão dois querubins que aqui tenho? Atentos aos meus desenhos e pinturas. Vigilantes e protectores das minhas artes para que nada se dê por perdido e nem se prolongue muito no tempo. Mas diabretes ainda assim, porque me obrigaram a uma mudança no padrão das cores à custa da sua incursão pelo mundo das minhas tintas.

São uns duendes diabretes alquimistas, que deixam um rasto de ouro à sua passagem. As minhas rosas ganharam contornos de ouro. A rosa branca agora está contornada a dourado e a outra flor lá de cima ainda por pintar e que ia seguir o padrão rosa das demais, viu-se engalanada pelo mesmo brilho do real metal. Ganhou botões igualmente dourados.

(filhota e seu boyfriend, não se preocupem que eu mantive a vossa arte intrusa inalterada, ou quase…) Malandrecos! 😘💜

outubro 06, 2019

Nos aposentos da Rainha de Copas...





Toda a corte tem a sua Rainha e aqui impera a do naipe de Copas, a dos corações vermelhos. Não a Rainha vermelha, mas a outra. A do coração vermelho de paixão pela vida, pelo que faz, pelo gostar. A que ama o amor, as pessoas e as flores e não anda a cortar cabeças. Não é caprichosa, é altruísta. A defensora das boas causas, a confidente, aquela que nas cartas segura o cálice de água. E água é símbolo de amor e emoções. E quem segura o cálice tem o controlo. Mas não é má como a pintam aqueles que teimam em lhe chamar de Rainha Vermelha. A do filme. Aquela que ficou de fora da minha história e não a outra, a que vive nos meus aposentos mas não na minha parede.

E o coelho lá segue apressado ao toque da corneta e do tic-tac do relógio…

❤️

setembro 12, 2019

Pão verde






Eu e as receitas andamos sempre numa espécie de jogo da apanhada com uma mistura de cabra-cega. Apanho uns ingredientes aqui, passo rente a outro acolá subtraindo-o ou substituindo-o. Subtraio gramas num, acrescento noutro. Dificilmente sigo à risca o que vem lá escrito.

Este pãozinho que ficou bem mais verde do que aparece na foto, foi o resultado de uma aventura culinária repentina, ontem ao final da tarde, para aproveitar as sobras de uma cuvete de manjericão que nos deram. A outra metade a primogénita usou-a para fazer pesto, aquele molho verde para massa tão apreciado pela outra filhota. Numa ingressão rápida ao chef Google, a primeira receita com manjericão que surgiu na minha frente, foi de pão. E eu a fazer uma ginástica hercúlea para cortar no pão (nem sempre eficaz, confesso), sou logo aliciada com uma imagem destas como podem ver aqui no petitchef e onde podem seguir a preceito todos os passos.

Para quem não tiver tempo (ou vontade) de ir ver a receita que me serviu de inspiração, deixo aqui a lista dos ingredientes:

3/4 xícara (chá) de leite morno

2 tabletes de fermento biológico (30 gr)
1 colher (sobremesa) de açúcar
2 ovos
1/2 xícara (chá) de folhas de manjericão
1 cebola pequena picada
1 colher (sobremesa) de orégãos
1 dente de alho picado
1 colher (sobremesa) de sal
1 1/2 colher (sopa) de margarina
500 gr de farinha de trigo
margarina para untar
1 gema para pincelar
gergelim para salpicar


Para começar, cortei logo no açúcar e no sal. Uma colher muito mal medida para cada um, que deve ter correspondido a meia colher de cada. Usei uma saqueta de fermento “fermipan” (fermento de padeiro em pó), que era o que havia cá em casa e misturei no leite e açúcar com colher em vez da liquidificadora. Como a nossa liquidificadora já se foi faz tempos, usei a varinha mágica para triturar os restantes ingredientes (excepto a farinha). Torci o nariz à ideia da cebola, pelo que acabei por usar uma bem pequenina, assim como um dente de alho também minúsculo, mas no final percebi que não fazia mal nenhum se fossem maiores. O meu fantástico pão não sabia nada aos ditos cujos. O manjericão também tinha bem mais do que meia chávena (foi a olho). Depois de uma papa feita com esta mistura, juntei-lhe a mistela do fermento no leite e só depois a farinha pouco a pouco envolvendo bem. Ficou na taça a crescer por meia hora. Findo este tempo coloquei a bola de massa na bancada enfarinhada e aí sim, dei-lhe umas voltas com as mãos, depois de as besuntar com óleo para não ficar tudo peganhento. Fez-me lembrar os tempos na aldeia, mas fui bem mais meiga com a minha bola de massa do que as mulheres com quem cresci a ver sovar o pão. Por cima, depois de pincelar com gema de ovo (uso as costas da colher), salpiquei com sementes de sésamo. Untei o fundo de um tabuleiro de ir ao forno com margarina e farinha e deixei lá a massa a descansar por mais 20 minutos. Na hora de ligar o forno veio a dúvida: e a temperatura? Arrisquei 200 graus e foi o que bastou. Aos 40 minutos da receita original acrescentei mais 5, mas não era preciso.

Ah, esqueci-me de dizer que fiz só um pão apenas e não usei forma, mas ficou bem na mesma e muito macio por dentro e com um delicioso paladar a manjericão. Todos cá em casa gostaram e foram unânimes numa coisa… Podia juntar pedaços de nozes ou pinhões à massa!

🙏



setembro 06, 2019

Do outro lado do espelho...





A planear o próximo trabalho de pintura.
O croqui já está feito. O próximo passo é passar o esboço para tamanho real.

O que sairá daqui?

agosto 28, 2019

A parede terminada




É o sonho que comanda a vida. E quando pegamos na paleta de cores e lhes damos vida, a nossa alma vibra e o coração rejubila. Descobri que consigo fazer pinturas pormenorizadas nas paredes (que as outras pinturas eu já fazia, já que aqui sou “pau” para toda a obra) e agora já ninguém me faz parar. Dou por mim a imaginar e a buscar inspiração “pinterestica” horas a fio. Perco-me. Sonho. Recrio cenários. Pinto paredes imaginárias. Imaginárias…ou reais, que cá em casa paredes não faltam. Não sei viver a preto e branco. Uso e abuso de todo o espectro.

Sempre gostei de contos de fadas, de histórias de bruxas, gnomos e florestas encantadas. De animais que falam e espelhos mágicos que nos levam para o outro lado. A vida não tem de ser só aquilo que é visível aos olhos. Nem a fantasia é um mundo próprio só das crianças na sua inocência e pureza. Se for assim, então eu quero ser criança para sempre.

Felizes daqueles que conservam o espírito de criança mesmo com todas as vicissitudes da vida!




























ps. o candeeiro é o resultado deste "post" aqui


💜




agosto 20, 2019

A mesa grande





Esta é a mesa! Aquela mesa que acolhe várias famílias inteiras mas que no dia-a-dia a nossa família se acomoda e aconchega só numa ponta, como se não houvesse mais espaço. É o tamanho da toalha de mesa de outrora. A mesa cresceu mas as toalhas não. Qualquer dia a maga faz uma magia e o tecido cresce, mas agora até tem mais piada assim. Ficamos mais juntinhos e sempre podemos ir variando onde estender a toalha. Nos intervalos ela fica despida aos nossos olhares e não há cá toalhas de plástico a interpor-se. Gosto de passar a mão e sentir o toque da madeira aveludada pela camada de cera de abelha. De vez em quando lá reclamo dos riscos e dos descuidos, mas é a vida. Gosto de ter um lar e não um museu.

Dantes as conversas (e as refeições), faziam-se à volta da mesa redonda. Aquela que nos colocava tão próximos, tão frente a frente e ainda sobrava espaço de chão para dançar. E que bailes! Às vezes o salão transformava-se em discoteca com luzinhas e tudo (o que vale é que temos os melhores vizinhos.) J Em dias de festa, por vezes, resgatava-se também a mesa comprida da oficina e ali ficava muitas vezes até à próxima celebração. Não tanto pela preguiça, mas mais pelo prolongar da sensação de festejar. Os habitantes mais novos diziam que ficava tão bem uma mesa grande. E eu que nem sou de sofás, nas sessões de cinema ficava em segunda fila, na plateia. Tinha ali uma localização estratégica na ponta daquela mesa onde o meu portátil encaixava tão bem e eu rentabilizava o tempo. Curioso, agora que temos a mesa grande não me sento lá com o computador. Vá-se lá saber porquê!?






O marido começou logo a materializar a ideia da mesa grande e como não é de meias medidas mandou-se para os 3 metros e 60 centímetros. Eu ainda resisti pela dificuldade de despego das mesas redondas, mas só metade de mim votou contra, pelo que ela veio mesmo. É em madeira maciça, pinho americano (dizem que mais leve que o nacional, mas um peso bruto a meu ver na mesma e mais macia.) Formada por  4 tábuas a todo o comprido que os carpinteiros muito bem uniram. A base é formada por dois pés de máquinas de costura iguais à que já tínhamos na anterior. Essa era condição. Lá andámos nós a procurar por toda a internet (ainda bem que existe) e fomos a Lx buscá-las. O restante trabalho ficou por minha conta e risco. Lixar, pintar e tornar a lixar… Pintei o tampo em branco que lixei parcialmente até se verem alguns veios da madeira. Terminei com duas camadas de cera e por fim passei um pano seco para dar lustro. Estive quase, quase, a deixá-lo como um livro, cheio de frases escritas, mas terminou como uma folha em branco.  









Aqui ainda sem acabamento.















Aquela trave acrescentámos nós e para dar maior segurança e apoio ao tão comprido tampo, depois de muitas voltas à mente e ao ambiente à nossa volta, o marido achou (literalmente), um cabide grande de pé que cortámos em pedaços e usámos para fazer o tal reforço. Para completar a obra, escrevi uma frase de cada um dos lados. Tinha de ser. Não foi em cima, foi em baixo.





Há lá coisa melhor que uma mesa cheia com a família e amigos à sua volta, a partilharem histórias?!