abril 04, 2017
abril 01, 2017
Stencil (passo-a-passo)
Cá estou eu
com o passo-a-passo do stencil como tinha prometido na publicação anterior.
Os motivos
são ao gosto de cada um e podem fazer-se a partir de imagens impressas da net.
As minhas, números e rosa, desenhei-os no papel, que depois passei para o
acetato. É fácil, basta pôr a folha de acetato em cima da folha branca e desenhar
por cima. Usei caneta de escrever em cd’s e plástico. O ideal é começar por
desenhos simples e recortar o acetato com cuidado para que o molde saia
direitinho. Usei um x-ato, mas também se pode usar uma tesoura de pontas finas. Figuras muito “miudinhas” só vão complicar, tanto na hora de
recortar, como no momento de passar a tinta para o objecto a decorar. Eu ainda
estou no processo de aperfeiçoamento deste passo.
Usei fita-cola (da que o pintores
usam para isolar), para fixar o acetato ao móvel. Convém ficar bem preso para
que a tinta não borre.
A mesma
rosa que pintei a branco na porta, também usei para decorar a lateral da
gaveta, mas sem o pé e com a tinta de cor azul-cinza.
Usei um
pedaço de esponja de lavar a loiça como pincel e convém ir aplicando a tinta
devagar, com batidas suaves e pouca tinta de cada vez, sem estar diluída. É
aqui que está o segredo para que a tinta não escorra e vá borrar o trabalho. Com cuidado, retira-se o acetato de seguida, com a tinta ainda molhada.
março 29, 2017
Móvel com stencil - criação minha
Esta é uma daquelas peças criada
com muito amor, muita dedicação e o resultado final não podia ser melhor. Ou
podia, mas nenhum filho é perfeito e não é por isso que uma mãe (ou pai) tem
menos orgulho nele. Cada obra que sai da oficina da maga é como um filho e este
está agora pronto para ser apresentado ao mundo, mesmo ficando um pormenor
ainda em stand-by, ou antes, em estudo.
No antes e depois, dá para
ver como o móvel era antes do restauro. Não gosto muito de mobiliário em que são feitas
milhentas peças iguais, por isso a minha casa é decorada sobretudo com peças
únicas, personalizadas e muitas vezes recorrendo aos usados. Depois de alguma
pesquisa no olx à procura da mesa ideal para tv, acabamos por desistir porque
nada era a tal, ou então tínhamos que nos deslocar longe para ir buscar. Por sorte,
encontramos esta parte de baixo de um armário antigo, numa associação, a Remar.
Ficou-nos bem mais barato, mesmo considerando as tintas empregues e bem mais bonita e ainda ajudamos quem precisa, sem aumentar a pegada ecológica (ou pelo menos ao mínimo). É a
minha cara.
Vinha com um autocolante no
tampo, mas conseguimos arrancá-lo relativamente bem. Sim, plural, porque nisto
e a lixar o móvel para retirar as camadas de verniz, tive a ajuda do meu braço
direito, o meu mais-que-tudo, aquele que embarca nestas aventuras comigo, o
marido.
Esta lixadeira revelou-se uma
óptima compra.
A seguir dei-lhe uma demão
de primário e só depois a tinta final na cor branca, à base de água e monocapa. Isolei com
fita de pintor à volta das zonas a pintar de azul/cinza. Por sorte encontrei
uma tonalidade que adorei, numa tinta muito boa também à base de água e própria
para efeitos decorativos.
Finalmente veio a parte
mais interessante, nova para mim e nem sempre com o resultado esperado. Os
stencils (será tema de uma próxima publicação). Tive de fazer umas alterações
ao plano inicial e mudar os motivos. De um ramo de flores, com demasiados
pormenores e difícil de concretizar para mim, iniciante nesta técnica, parti
para algo mais simples, números. Mas, não podia faltar uma rosa! Motivo que apliquei
em azul nas laterais da gaveta. A única gaveta que deixamos ficar, anulando as
outras duas e ganhando assim espaço para as boxes e modens. Esse espaço do
móvel está apenas ocupado e decorado provisoriamente. A frente em azul da gaveta, é o pormenor que
está em stand-by. Inicialmente tentei escrever nesse espaço umas palavras mas
como não correu suficientemente bem, anulei. Para finalizar a parte da pintura, lixei toda a superfície com uma lixa para madeira de grão 240, desgastando nos cantos e relevos, para dar um aspecto envelhecido.
Por último, lixei e limpei
os puxadores e fechaduras dando-lhe um ar mais clean. Estavam amarelados e com muito verniz e assim ficaram bem
mais bonitos e não foi necessário pintá-los ou trocá-los.
Da sala da maga,
Um xi-♥ para vocês!
março 26, 2017
A inspirar-me...
… em tons de azul.
Fontes inspiradoras:
casinhacolorida; matilde & co; mobly; mypaintedgarden; kalinky; Helen Rodel
março 24, 2017
A Primavera vestiu-se de rendas
Os meninos
da creche (ou jardim de infância), saíram à rua para comemorar a Primavera e as árvores do jardim da
cidade vestiram-se de rendas e cores à sua passagem. As tecelãs por trás de
cada criança fizeram trabalho de casa, ou então foram aos baús buscar os
naperãos (ou naperons que é mais chique!) adormecidos e desde Segunda-feira que o jardim está mais colorido. Só hoje
de manhã lá fui fotografar, aproveitando a brecha que o sol fez no mau tempo.
Valeu a pena a saída, o tempo esteve agradável e deu para fazer algumas fotos. Infelizmente
a chuva não tem permitido que os transeuntes apreciem um pouco melhor o jardim
em festa, bem como algumas pessoas com “bichos-carpinteiros” nas mãos que vão
retirando as peças de croché antes de tempo. Há sempre alguém para estragar, o
que é pena. As crianças devem ter ficado felicíssimas e não custa preservar o
que elas (com a ajuda de quem tem o importante papel de delas cuidar e lhes ensinar
bons valores) fizeram.
março 23, 2017
A rua não é só tua
“Portugal
não é só teu”, uma campanha cívica na tv dos anos 90, com o Herman José,
ocorre-me tantas vezes e sempre que vejo alguém deitar lixo para o chão, ter
uma atitude menos nobre no trânsito, ou outra qualquer situação semelhante.
Mais pessoas deveriam ver.
Ontem
apeteceu-me mesmo gritar, de dentro do meu carrito, para uma mulher que passava
na rua:
- A rua
não é só tua!
Então não
é que a dita utente da via pública, andou a fazer do meu carro um cesto de
basquete!... Só faltou fazer pontaria ao vidro entreaberto, com a bolinha de
papel que enrolou enquanto caminhava e procurava um alvo. Andava mais uns
metros e fazia pontaria ao caixote do lixo, mas isso dava muito trabalho.
O lado
cómico da situação, foi a sua cara de espanto quando me viu lá dentro. Por
momentos ainda pensei que se fosse curvar e apanhar a bolinha de papel e ela
deve ter pensado isso mesmo, porque a vi a balançar o corpo indecisa. Refeita
da surpresa, lançou-me um olhar arregalado, e pôr-se a andar dali para fora,
deixando o objecto da minha indignação no chão.
E ainda
há quem critique as ruas sujas. Ou acham elas que o lixo vai sozinho para a
lixeira? Ou que a cada esquina tem alguém armado de vassoura sempre pronto a
varrer o que a falta de civismo de outros deixa espalhado por aí fora?
Foi só um desabafo. (E à senhora dos olhos arregalados, se por
um mero acaso ler isto, eu vi!!)
março 20, 2017
Novo Ano Astrológico, novo ciclo...
O relógio marcava 10 horas
e 29 minutos (em Portugal), quando o Sol entrou no signo de Carneiro dando início
a um novo ano astrológico e com ele veio a Primavera. A tão desejada Primavera,
sinónimo de bom tempo, boas energias, alto astral e flores nos campos. Já vos
disse que é a minha estação do ano preferida, não disse?! ;)
Novos ciclos são sempre
desejados e este não é excepção. Desde a antiguidade que se celebra o Equinócio
da Primavera como representando a fertilidade e o renascimento. Os Celtas realizavam
um ritual à deusa Ostara para marcar o início do plantio, tanto físico como
espiritual. Decoravam ovos e colhiam flores nos campos, acreditando que estas,
sendo colhidas neste dia tinham poderes. Para os gregos, era Perséfone a deusa
das flores, das ervas e dos perfumes e a representação da Primavera. Uma vez
por ano sobe dos Infernos até à terra, tal como as sementes que germinam e
nascem. É a sua mãe Deméter que detém o poder sobre as estações do ano. Para os
romanos era Ceres a grande mãe. A mãe natureza.
Hoje o poder da luz começa
a ganhar pontos às trevas. Os dias vão ficando maiores que as noites. É sabido
que a luz solar tem grande influência na boa disposição e humor. A falta de
luminosidade predispõe a uma maior tendência para estados depressivos e
cansaço.
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