abril 04, 2021

A Benedita

 


Faz hoje um mês que fomos agraciados com o estatuto de avós e foi por pouco que a Benedita não veio a este mundo a 5 como a avó. Não foi a 5, mas foi a 4 que também é um bom número (são todos, mas para cada um de nós há sempre uns mais especiais que outros). Muitos acontecimentos importantes na minha vida estiveram ligados ao número quatro. Energeticamente é um número de estabilidade, de fazer as fundações e os pilares que darão a estrutura necessária. E foi num dia 4 que eu e o avô dela selamos com um beijo o compromisso de construir esta família. Naquele dia ainda não sabíamos que 36 anos e 9 meses depois ganharíamos este presente da vida. O melhor e mais doce presente que poderíamos desejar. Nem que 33 anos menos uns dias, antes deste dia 4 de há um mês atrás, teríamos nos braços a nossa angelical deusa dos nossos corações. A nossa querida Diana. Ou que 6 anos e pouco depois seríamos presenteados novamente com a mais bela das princesas, a nossa Helena de Troia.

 

Sempre ouvi dizer que ser avó é ser mãe duas vezes e é assim que me sinto. Mãe das duas, da mãe e da filha, mas esta maternidade actual vivo-a no coração.

 

Obrigada vida por tamanhos presentes! 

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março 01, 2021

Uma cama nova para a Milka - reciclagem

 










A tarde de Domingo foi passada de volta dos trapos. Mais uma cama para a Milka precisa-se! E ela saiu da minha cartola, que é como quem diz, da oficina mágica. Para alguma coisa hão-de servir as mil e uma bugigangas lá guardadas e as muitas roupas já sem uso. Como boa taurina que sou, tenho alguma dificuldade em deitar fora. Tudo há-de servir para alguma coisa, é o lema.

 

Desta vez ficou a Milka a ganhar. Leva uma almofada grande e fofa para a casa nova. É uma cadela muito mimocas e com grande dependência da companhia humana, sobretudo da sua dona-mais-que-tudo. Se é que não é ela a dona da sua humana mais querida, a sua salvadora, protectora e tudo e mais alguma coisa. Parece mais uma relação de muitas vidas, de outras vidas.

 

Fiz o quadrado do meio com a parte da frente de uma camisola da sua dona-alma-gémea, pode ser que com as energias dela lá, a mimocas se sinta mais acompanhada quando a dona tem de sair e a deixar em casa. Na casa delas. Que a casa dos “avós” será sempre dela também, assim como o sofá e o colo do “avô” enquanto vêem filmes na tv. A casa de todos e para onde ela volta sempre que não dá para ficar sozinha na casa nova. É um vai e vem. 













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fevereiro 05, 2021

As tramas da minha vida

 



Que trama mais tramada esta, que me esconde da visão os pontos certeiros. Antes que falhe a pontaria e se descruzem ou saia tracinho solitário, recorro à lupa. Lupa esta que tem sido uma fiel companheira na arte de descodificar letras de assentos de séculos atrás. É por estas e por outras que dou graças por ser uma fiel Taurina. Dizem que os de signo Touro são uns açambarcadores, mas o que somos na realidade é prevenidos. Sim, prevenidos! Lá atrás, eu bem sabia que no futuro esta lupa ainda me iria dar muito jeito. Há vinte e tantos anos fazia parte de um conjunto didáctico das minhas filhas e aos mesmos anos fazia eu belos pontos em cruz em quadrilés e linhos, sem precisar de auxiliar ocular. Afinal, sou mesmo uma acumuladora. À miopia soma-se agora visão cansada ou outra coisa qualquer que não me deixa ver as letras miudinhas e os pontos do bordado para a minha Benedita. Em vez de uns óculos na próxima têm de vir dois. Muito uso e abuso da visão ao perto é o que é. E as tecnologias, estas modernidades que são tão úteis mas ao mesmo tempo tão mazinhas para os nossos olhos. E isso pode ver-se pelas crianças, que são cada vez mais as que precisam de óculos e mais cedo.

 

Temos de treinar muito a visão ao longe para compensar o uso abusivo de ecrãs. Parar de vez em quando e focar um ponto ao longe, é um bom exercício.




 


janeiro 06, 2021

Em dia de Reis...

 



O berço da Benedita ficou pronto. O berço que já foi da mãe e da tia, não tarda será abrigo da nossa menina. Por um acaso calhou ser em dia reis a finalização da minha intervenção para lhe dar outra cara. O mesmo dia em que nasceu o blog da maga e o mesmo que reza a história os reis Magos guiados por uma estrela chegaram a Belém para adorar o Deus menino, em palhas deitado.

 

Não há o antes e depois, mas existem as memórias felizes das minhas bebés nele e daqui a uns tempos serão os bebés delas. Mudou-se a cor mas não mudam os sentimentos. Mudam-se os tempos, mas o berço continua pronto e útil como no primeiro dia. E agora, mais completo ainda.

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dezembro 31, 2020

Vermelho é a cor do sucesso

 



Este é um texto em jeito de despedida do ano velho (que saudades deixa-nos poucas), e uma forma de me redimir por tantas folhas/post’s em branco.

 

2020 foi (e ainda é por mais algumas horas) um ano e tanto! O mundo parou (ou quase). Dizem que a vida nunca mais vai ser como antes e eu quero acreditar que sim, que não vai, mas no bom sentido. Que o ser humano vai aprender a lição e sair disto muito melhor. Uma versão melhorada de si mesmo. Com um olhar mais benevolente e menos crítico. Com mais amor pelo próximo e menos palavras ácidas (basta abrir a caixa de comentários de qualquer publicação nas redes sociais e está cheia delas). Mais amigo. Mais natureza. Menos egoísta. Que me desculpem os mais sensíveis, ou aqueles que já estão num patamar mais acima, mas ainda há muito trabalhinho a fazer para que o ser humano seja realmente um ser digno de respeito e merecedor deste planeta que nos foi permitido habitar. Que a pandemia ao menos sirva para que arrumemos a nossa casa (Terra) e isso faz-se começando por mudar alguns hábitos...

 

Mudando de assunto (que este tem pano para mangas) e voltando à ideia original que tinha para este “post”…

           …Há muito que deixei de fazer uma lista de “desejos” para o ano seguinte, mas não deixo de desejar interiormente que certos objectivos sejam cumpridos.

 

E já que a cor vermelha energeticamente é símbolo de sucesso, então é de verniz desta cor que dou as boas vindas a 2021 (mesmo que de pijama). Com ou sem passas a marcar cada badalada da meia-noite, vou ter em mente o caminho que percorri no ano que termina e os passos que ainda me faltam (ou nos faltam) para alcançarmos os nossos objectivos e transformarmos em realidade os nossos sonhos. E que sonhos! 2020 pode ter sido o que foi, um ano zerado, em stand-by, mas cá para estes lados tem sido cheio de possibilidades de mudança. Por vezes as dificuldades são os nossos melhores professores e o trampolim para fazer acontecer.

 

Que 2021 venha cheio de acontecimentos (mas dos bons!)

(Cá por casa aguarda-se uma Benedita, um casamento adiado, uma reforma antecipada, uma mudança de casa…)

 

Feliz novo ciclo para todos, ou o melhor que consigamos!

 

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novembro 01, 2020

O Sonho é o alimento da alma

 


Em tempos de contenção faz-se a festa com os da casa.

A minha mãe faz anos a 31 pelo que não se livra do tema das bruxas. Este  ano a festa foi a dobrar. Foi 2 em 1.







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outubro 12, 2020

A (talvez) possível e inesperada mudança de casa

 















Dizem que não há amor como o primeiro, mas não é bem assim. Eu apaixono-me por cada nova casa que vamos ver. E não é uma paixoneta qualquer. É daquelas de tirar até o sono. O primeiro amor, uma pequena vivenda anos 70/80, no alto de uma rua em espaço aberto e amplo, deixou-me a sonhar com os possíveis jardins envolventes que lá iria construir. Muita dança da chuva teríamos nós de fazer, porque ao preço que está o metro da água e demais contas para terceiros e afins, só se for um jardim de cactos no meio do deserto.

 

A segunda paixão e que dura até ao dia de hoje, (tenho um coração grande, posso apaixonar-me por vários amores ao mesmo tempo eheheheh), encheu-me as medidas, os sentidos e a alma. A casinha (tem dois pisos, mas é uma casinha mesmo assim), encostada à linha que nos separa do vizinho de trás. Um jardim (ou vislumbre dele) à frente para nos receber e a quem passa. De um lado, uma “floresta” de citrinos onde me imagino a percorrer caminhos feitos da cor de tijolo e ladeados por malmequeres e flores de todas as cores. Do outro lado a horta. Aquele rectângulo de terra que nos iria encher o prato (e mais à família toda) e preencher as horas vagas e mais aquelas que queremos ter para ir conhecer o mundo fora de portas. Se há mundo encantado, está ali, mesmo à mão de semear e tão ao meu alcance (assim os deuses queiram e nos encaminhem nesse sentido). Tem lá mais um apêndice (de terra) a querer obrigar-nos a ser agricultores à força, mas isso agora também não interessa para nada.

 

(Para quem há uns tempos queria trocar a casa por uma autocaravana para se fazer à estrada e ao mundo, agora só encontra pedaços de terra enormes onde cravar e criar raízes bem fortes… E que eu pensava difíceis de arrancar de onde estamos e vivemos as últimas 3 décadas, mas a capacidade de sonhar é grande...)

 

E não é que surge um terceiro amor, uma pequena e bonita vivenda, de construção recente, rodeada de relva e sítios para flores, de onde posso ver quem passa, mesmo como eu andava à procura. E ainda tem espaço suficiente para reunir a família toda. E a horta. Essa, seja onde for, vai estar sempre lá à nossa espera e das nossas árvores tropicais. Eu disse que não a ia ver com olhos de apego. Não queria. Mas vi. E senti-me em casa, mesmo sendo a casa de alguém. Branca e luminosa com tudo o que é preciso. Eu sei que ali íamos ser felizes.

 

Mas como o número que mais me acompanha nos mais diversos acontecimentos é o 4, surge uma quarta proposta que nos deixou a pensar. Não é nada do que eu queria (ou quase nada), mas já me fez sonhar bastante. É um mundo fechado entre quatro muros (e paredes), mas até que podia ser o meu mundo vendo bem as coisas de outro ângulo. É a mais trabalhosa de início e uma carta fechada. Não foi uma paixão assolapada à primeira vista, mas pode ser um amor forte e seguro para ir amando a cada transformação.

 

As 4 fizeram o meu coração vibrar, e só espero que não apareça mais nenhuma porque a continuar, a escolha torna-se cada vez mais difícil. Assim eu tivesse várias vidas, tantas quantas as possibilidades que se nos apresentam. E ainda sobrava uma vida para gastar numa casinha qualquer na rua de Óbidos. Naquela rua que eu gosto tanto de calcorrear para um lado e para o outro. É a rua. A única.


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